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Dicas parentais, Educação

Como acabar com as birras do seu filho

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Na vida de todos os pais, há um período, mais cedo ou mais tarde, em que ele se depara com a histeria de seus filhos. Para alguns pais, isso se torna um problema de verdade: eles não entendem qual é a principal causa desse comportamento em seus filhos e nem como superá-lo.

Neste artigo, tentaremos identificar as possíveis causas para a histeria das crianças e indicaremos quais são os seus sintomas. Também abordaremos algumas opções de reação possíveis para os pais, o que pode ajudar a reduzir ou até mesmo acabar com a possibilidade da ocorrência das birras das crianças.

Conteúdos:

O que são histerias ou birras?

A histeria é uma reação emocional, que acompanha gritos altos, lágrimas e reações exageradas. Trata-se de um estado em que é difícil para a criança se acalmar.

Podem haver inúmeras razões para esse comportamento surgir. Elas variam de acordo com a idade da criança, bem como com as características pessoais do sistema nervoso, tipo de criação na família e mais.

A histeria da criança pode ser desencadeada como uma resposta a um insulto, aos pedidos feitos pelos pais e que a criança não quer obedecer ou ainda no caso dela receber notícias desagradáveis.

É fundamental que os pais saibam distinguir a histeria de outros possíveis estados da criança que são muito semelhantes, como por exemplo, um capricho.

Um capricho é uma vontade que as crianças pequenas possuem (geralmente aquelas em idade pré-escolar) de obter algo que lhe é proibido, mas ao mesmo tempo tão desejado.

É possível observar caprichos em quase todas as crianças durante seu crescimento, sem que isso seja razão para se preocupar. Caprichos são seguros sob o ponto de vista psicológico da criança. Quando há um comportamento correto dos pais, os caprichos ajudam as crianças a compreender os limites daquilo que é permitido.

Razões

A maioria dos psicólogos conclui que as birras das crianças apresentam algumas causas mais comuns. São elas:

«Preste atenção em mim!»

No mundo moderno, as mães sofrem com exigências muito altas sobre elas mesmas e acabam assumindo diversas responsabilidade: elas devem dar conta de uma pluralidade de tarefas domésticas diariamente, ter tempo para trabalhar, dar atenção aos maridos, ter tempo para si mesmas… No meio de essas atribuições, as mães tentam encontrar atividades que a criança possa fazer sozinha e de forma independente.

Mais cedo ou mais tarde, essa criança acha que está em uma «fila» aguardando a atenção da mãe. É claro que essa forma de lidar não lhe agrada e, então, a criança acaba se rebelando por meio de uma série de ataques histéricos irracionais, sob o ponto de vista da mãe. A ocorrência destes episódios de histeria pode significar um «Lembre-se de mim! Eu estou aqui! Quero seu amor, carinho e atenção!»

«E se…»

Com frequência, a criança testa os limites do permitido usando a histeria. Através de um método de tentativa e erro, ela compreende o que é permitido, o que é proibido, onde é bom e onde é ruim. As crianças estão descobrindo o mundo ao testar seus limites. Isto é normal! Esse processo é uma parte natural do desenvolvimento da cooperação entre pais e filhos.

«Eu não consigo, de jeito nenhum!»

Não saber como suavizar as emoções e lidar com elas de maneira independente é uma das principais razões para o surgimento da birra infantil a medida em que a criança aprende novas habilidades. Ela quer ter êxito em suas ações o mais rápido possível (fazer uma escultura de massinha, cortar o círculo, desenhar uma árvore) e, se não conseguir, abre-se a porta para a birra! É importante entender que, nesses momentos, a criança está muito triste e esse problema está tomando conta de seus pensamentos.

«Hoje, você pode, mas amanhã, não!»

Quando o comportamento dos pais não é constante e não existem limites claros, a criança se sente perdida e não entende como deve se comportar. Ela não consegue escolher uma referência correta. Em tais situações, a histeria se torna uma aliada e acaba ajudando a criança.

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«Eu estou cansado»

Um dia planejado para a criança (com muitos jogos agitados, festas ou comemorações de aniversário, viagens longas) significa um alto risco de aparecimento de birra ao final do dia pelo cansaço que ela irá sentir.

«Tá doendo! E estou com sede!»

Qualquer desconforto físico, como fome, sede ou dor, pode se tornar um motivo de histeria em uma criança.

«Quando há muito amor!»

Quando os pais não possuem quaisquer limites nos cuidados com o filho e o sufocam com seu amor e apoio, os filhos começam a criar mecanismos de resistência. A melhor ferramenta para isso é a histeria, que é ainda mais presente durante as fases do crescimento de maior crise.

Sintomas

Os sintomas mais comuns de uma birra em crianças são o choro alto e os gritos, que são acompanhados de uma tensão muscular em todo o corpo.

Então, vem acompanhado de ações impulsivas e, muitas vezes, caóticas. Por exemplo, podemos ver a criança apertando as palmas das mãos com força, batendo nas paredes, mesas, chão.

Caso o adulto esteja tentando segurar a criança durante um momento de birra, ele pode receber socos, mordidas e arranhões.

Em seguida, os movimentos bruscos se acalmam e a criança começa a chorar. Há muitas lágrimas, seus músculos enfraquecem e os sinais de cansaço começam a aparecer.

Você também pode perceber uma relação entre marcas de mordidas (por exemplo, dos móveis), batidas de cabeça na parede, se jogar no chão com os sinais de histeria. Em situações mais severas, a histeria pode levar a convulsões e parada respiratória.

Ao final de uma birra, muitas crianças relatam dores de cabeça, de eventuais batidas que deram, e náusea.

Diagnósticos

Os pais precisam entender que as birras são apenas um dos sinais de que seu filho está passando por um dos estágios de crise em sua vida.

Muitas vezes, os pais escolhem (intuitivamente) a maneira mais tranquila para ajudar seus filhos com histeria.

Porém, existem diversas situações em que você deve recorrer a ajuda de um especialista:

  • se durante ou após o ataque, a criança prende a respiração por um longo período;
  • a criança perde a consciência, é suscetível a mudanças de humor perceptíveis;
  • a criança machuca os outros e/ou a si mesma;
  • experimenta náusea ou vômito;
  • apresenta medo extremo e pesadelos.

Além disso, caso o ataque de histeria termine com um quadro de cansaço ou grande fraqueza da criança, os pais devem estar atentos e consultar um especialista (psicólogo, neurologista, psicoterapeuta etc).

As birras infantis nas diferentes faixas etárias

Algumas crianças podem apresentar episódios de histeria até mesmo aos nove meses de idade, mas geralmente o início ocorre por volta de um ano e meio de idade. Por ser muito nova, a criança não consegue controlar suas emoções. Seu vocabulário ainda não se desenvolveu a ponto de conseguir explicar seus pensamentos, sentimentos e desejos.

Com 2 anos de idade, a criança usa histeria para chamar a atenção dos adultos. Dessa forma, ela costuma usar:

  • gritos;
  • jogar-se e rolar no chão (especialmente quando está na presença de muitas pessoas);
  • teimosia.

Esse comportamento é natural, pois a criança ainda não desenvolveu um sistema emocional nessa idade.

Podemos notar ataques de birra especialmente fortes em crianças na faixa dos três anos de idade. Durante esse período repleto de conquistas, a histeria aparece de outras formas, mas ainda mantém a tradicional teimosia exagerada e negatividade.

Nesta idade, a criança não sabe como chegar a um consenso, por isso, acaba usando a manipulação. Caso essa criança de três anos consiga tudo o que quer de seus pais, certamente ele usará muito esse método de birra no futuro.

Conforme a criança cresce, ela passa a conhecer mais o mundo ao seu redor e deixa de sentir necessidade de usar a histeria para conseguir o que deseja. Aos quatro anos, suas habilidades de comunicação já estão bem desenvolvidas e a criança está usando um método «saudável” com mais frequência, isto é, ela expressa verbalmente aos pais os seus sentimentos e desejos.

Caso a histeria continue mesmo após os quatro anos de idade, esse é um motivo sério para analisar o estilo de educação que vocês têm dado e recorrer a ajuda de especialistas.

Quando as birras são aceitáveis?

Pode ser difícil de acreditar, mas a histeria também traz um significado positivo para a criança e os pais:

  1. Usando histeria e até o choro, a criança consegue liberar sua tensão e estresse;
  2. A liberação de emoções negativas durante a histeria traz a normalização do estado emocional e do sono.
  3. Caso a criança esteja demonstrando seu sentimento através da histeria, isso significa que ela confia em você de alguma forma.
  4. A criança está aprendendo os limites do que é permitido com histeria.
  5. Depois que a histeria termina (se o adulto não está tentando impedi-la), a criança consegue «sentir» a aceitação dos pais e começa a confiar em si mesma.

O que os pais podem fazer?

Como acalmar uma criança durante uma birra

  1. Tente impedir o início do ataque histérico. Especialmente, se você já teve essa experiência com seu filho, você consegue «prever» e impedir seu início antes que a birra aconteça.
  2. Não tente conter uma pessoa histérica com rigor, gritos ou usando a violência física. Se a criança não estiver se machucando nem aos demais a seu redor, você pode esperar até que esteja tranquila e possa conversar. Você deve falar com calma, nunca com a voz elevada, mas sim em um tom tranquilizador.
  3. Se você não conseguiu entender o que causou o episódio de birra, tente perguntar: «Você estava com medo?», «Está com dor?», «Você quer …?».
  4. Abrace a criança. Ela se sentirá segura, entenderá que não está sozinha e que há alguém para lhe ajudar.

Tratando a histeria

Caso você esteja tentando impedir a histeria sem sucesso e o estado da criança apresente uma piora ao longo do tempo, consulte um especialista.

Em um primeiro momento, é recomendado conversar com o psicólogo. Caso não tenha bons resultados, talvez o próprio psicólogo possa aconselhar outros especialistas ou você mesmo tomar essa decisão. Neurologistas e psicoterapeuta, caso tenha indicações, podem prescrever um tratamento medicamentoso. Porém, com a medicina moderna, antes de iniciar um tratamento com remédios, tente consultar diversos especialistas e tome a decisão por esta linha de tratamento somente após ouvir diversas opiniões.

Conselhos para os pais

Como devem se comportar os pais que se depararam com a histeria de seus filhos?

1. Esteja mais atento ao seu filho.

Pode ser por apenas 15 minutos por dia, mas esse deve ser um momento de conversa, sem a TV e gadgets em suas mãos, sem ser durante o preparo de refeições e sem intervalos. Não! Só você e a criança, pelo menos 15 a 20 minutos por dia.

2. Converse com a criança.

Durante a conversa, você deve tratar a criança como um «igual» e manter os «olhos nos olhos». Para isso, agache e conte-lhe sobre seus sentimentos e preocupações com seu comportamento. Peça à criança que lhe conte o que a incomoda.

3. Abrace.

Abraços apertados ajudam a criança a se acalmar. Abrace-a com calma e segurança, com amor.

4. Ajude as crianças a entenderem a si próprias

Ajude a criança a entender e aceitar seus sentimentos. Isso pode ser feito perguntando: «Você fica com raiva quando está com fome?», «Quando você está com calor, o seu humor piora?»

5. Controle suas atitudes.

6. Não deixe que a criança fique exausta.

7. Dê a oportunidade da criança demonstrar sua independência.

A coisa mais importante que os pais devem lembrar é que a birra não entrou em suas vidas para sempre! Isso é algo apenas temporário, mas é uma etapa muito importante no desenvolvimento do seu filho. Os pais devem dar o exemplo de como expressar sentimentos, como mostrar de forma saudável e construtiva as emoções negativas.

Repense seu modelo de educação, aceite seu filho como ele é, não tenha medo de mostrar o seu amor e preste mais atenção a ele por alguns minutos todos os dias, isso não é difícil! Ao fazer isso, você notará mudanças no comportamento da criança. Haverá menos espaço para crianças birrentas e mais harmonia entre vocês!

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