Conversando com os Filhos sobre Estranhos: Guia para os Pais | FindMyKids Blog
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Conversando com as Crianças sobre Estranhos

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Estamos sempre falando para nossos filhos não confiarem em estranhos. Este conselho ainda é relevante hoje? Qual é a melhor abordagem para garantir que eles sigam nossos conselhos?

Este artigo mostra que as crianças mais novas ainda não possuem a capacidade de julgamento necessária, sendo céticas em reconhecer comportamentos ardilosos e predadores. Os predadores sabem tirar proveito de sua ingenuidade e do seu desejo de ser aceito.

Veja agora como ter mais tranquilidade com seus filhos…

Conteúdos

Perigo Desconhecido

Desde que a polícia e a mídia introduziram o conceito de «perigo desconhecido», em meados da década de 1980, o mundo mudou e a sociedade se tornou muito mais diversificada. Por exemplo, a internet e os aplicativos para smartphones podem trazer ameaças às crianças para dentro de suas casas. Em função dessas mudanças, é necessário adotar uma nova rotina de monitoramento para manter seus filhos seguros.

Destacamos, no entanto, que o sequestro e a agressão de crianças por estranhos ainda são eventos relativamente raros em comparação ao abuso e negligência praticado por adultos próximos às crianças. Portanto, é necessário manter um equilíbrio entre o monitoramento e a confiança, a segurança e o isolamento e o controle e a autonomia. Isso significa que os pais devem usar sua discrição e senso comum no que se refere ao cuidado das crianças, começando com conselhos e regras comuns.

Conversando sobre Estranhos: Conselhos e Regras Básicas

Aqui estão algumas regras e dicas de segurança que seu filho deve saber, dependendo do lugar e da atividade praticada pela criança.

Gerais

  • Lembre-se da sigla SESA: «Segurança é Esta r Sempre Alerta». Esteja atento ao que está acontecendo ao seu redor.
  • Quando você achar que há algo de errado, não pense duas vezes ou fique com vergonha de pedir ajuda.
  • Se uma pessoa que você não conhece te oferecer uma carona ou um presente, sempre diga «não».
  • Se alguém fizer com que você se senta em perigo, diga «Me ajude» ou «eu não te conheço» em alto e bom som para chamar a atenção das pessoas ao seu redor.
  • Sempre conheça os locais seguros nos caminhos que você costuma percorrer. Tenha uma lista ou um mapa com estes locais, como escolas, delegacias, lojas ou casa de amigos.
  • Escolha uma palavra secreta para usar com seus pais. Caso eles enviem alguém até você, esta pessoa deve saber essa palavra secreta.
  • Sempre fique perto de seus pais e parentes. Nunca saia andando sozinho.
  • Se seu filho tem um celular, baixe um aplicativo de rastreio para usar quando necessário. Salve os números de contatos importantes, mas também ajude a criança a memorizá-los em caso de emergência. Inclua também o telefone da polícia.

Na rua

  • Quando estiver andando na calçada, esteja atento aos carros e as pessoas perto de você.
  • Sempre escolha caminhos movimentados ou fique próximo de outras pessoas no ônibus.
  • Se um carro ou alguém diminuir a velocidade e começar a seguí-lo, ande mais rápido até um local seguro, como uma loja ou até outras pessoas.
  • Quando alguém te perguntar algo na rua, dê alguns passos para trás. Caso você se sinto desconfortável, procure um local seguro.
  • Nunca se aproxime de carros parados com estranhos dentro.
  • Não entre em carros de estranhos.

Brincando em locais abertos

  • Sempre brinque onde seus pais podem ver você.
  • Não se aproxime ou fale com estranhos que venham na sua direção.
  • Se você não se sentir seguro, procure seus pais.

Dentro de casa

  • Quando alguém tocar a campainha, não abra a porta. Pergunte quem é e chame seus pais.
  • Apenas abra a porta se você conhece e confia na pessoa.
  • Quando o telefone tocar, atenda-o, mas não fale nenhuma informação pessoal, como seu nome e endereço. Também não diga a ninguém que você está sozinho em casa, apenas anote o recado.
  • Se alguém que você não conhece ligar, passe para os seus pais, caso estejam em casa.
  • Não acredite quando alguém falar que é da polícia, funcionários que vão fazer alguma manutenção na TV ou luz, ou mesmo que foram enviados pelos seus pais (exceto se eles souberem a palavra secreta).

Na internet

  • Não fale com estranhos através de aplicativos de mensagem ou redes sociais.
  • Não forneça nenhuma informação pessoal, como seu nome ou endereço.
  • Nunca diga a um estranho que você está sozinho em casa.
  • Não confie no que estranhos te contam. Muitas pessoas mentem sobre suas idades, fotos e fingem ser outras pessoas.
  • Nunca combine de encontrar um estranho, ainda que você acredite que o conhece bem.

Em um shopping ou prédio

  • Conheça os locais que são seguros para você.
  • Não vá ao banheiro sozinho.
  • Grite por ajuda se você se sentir em perigo.
  • Não pegue um táxi ou uber sozinho.
  • Fique próximo aos seus amigos, parentes ou pais.

Essas dicas e regras destinam-se a manter seu filho o mais seguro possível, sem ser protetor demais.

Conversando com Estranhos: Um Guia Por Idade

Além das dicas e regras acima, seu filho precisa saber que alguns estranhos fazem coisas «ruins» que podem machucar uma criança. Não importa sua aparência, quantos anos tenham ou com quais roupas ou uniformes estejam usando. Eles não devem confiar em nenhum estranho.

Antes de confiar em seus filhos, você precisa ter certeza de que eles saibam fazer as escolhas certas, que entendem os perigos de perambular sozinhos ou de aceitar presentes de estranhos, não importa o quão «legais» esses estranhos possam parecer ser.

Uma ótima forma de ensinar as crianças sobre os perigos de estranhos é através da contação de histórias.

Diversos estudos mostram que as pessoas são mais suscetíveis a responder a histórias. Nós nos vemos dentro delas e assimilamos muito melhor as lições que elas passam.

Por exemplo, pegue a história clássica da Chapeuzinho Vermelho.

Na Chapeuzinho Vermelho, o lobo mau se disfarça e finge ser a avó da Chapeuzinho, alguém gentil, carinhoso e confiável.

Esta é uma lição muito importante para uma criança. Ensina a elas que o perigo pode ser traiçoeiro e enganador.

Outra ótima história é a Branca de Neve. Ensina as crianças o quão perigoso pode ser aceitar presentes de estranhos, não importa o quanto possam parecer deliciosos e incríveis.

Conte essas histórias com frequência aos seus filhos. Descreva as cenas em detalhes, para que consigam visualizar a história sozinhas. Além disso, peça para que elas contem as histórias para você explicando o que aprenderam.

Acredite, essas histórias serão uma forma muito mais eficaz de ensinar a seus filhos a cuidar de si mesmos do que qualquer sermão que você possa dar.

E se você estiver em dúvida, aqui está uma pequena experiência que você pode fazer.

Diga ao seu filho que você está prestes a contar uma história para ele. Observe sua reação e concentração enquanto você conta a história novamente.

Quando você terminar a história, deixe-os quietos por alguns minutos, depois volte e comece a conversar com eles sobre o perigo dos estranhos. Você perceberá a rapidez com que eles perdem o foco e como a atenção deles começa a desviar quase que imediatamente.

É claro que contar histórias e regras são mais eficazes quando uma criança consegue assimilar o que está ouvindo. Conscientizar uma criança do perigo que um estranho pode representar a ela e oferecer conselhos deve ser um processo feito conforme sua faixa etária e capacidade de compreensão e de identificação.

Perigo Desconhecido para Crianças em Idade Pré-Escolar

Para crianças em idade pré-escolar, as histórias e dicas devem ser visuais, simples e relacionadas diretamente ao que ela vivencia. Você não pode ser abstrato ou hipotético. Na fase de desenvolvimento pré-escolar, a maioria das crianças estabelece uma confiança em seus responsáveis e um instinto de perigo e desconfiança dos demais. Eles também desenvolvem um senso de controle pessoal e gostam de testar sua independência, o que aumenta sua vontade de quebrar regras.

Em termos cognitivos, crianças em idade pré-escolar estão no estágio pré-operacional do seu desenvolvimento cognitivo, o que significa que estão começando a pensar simbolicamente através de figuras e palavras. Eles ainda são egocêntricos, têm dificuldade em conseguir ver as coisas sob a perspectiva de outra pessoa e tendem a pensar nas coisas de forma concreta.

Essas tendências devem orientar os pais a se certificar que a criança entenda como as pessoas são diferentes e que nem todos são confiáveis. Ainda que as pessoas não nasçam «más», às vezes, quando são agredidas na infância, elas desejam machucar os outros quando crescem. É por isso que a segurança é ainda mais importante para o bem-estar psicológico de seu filho e de sua família.

Depois de uma história como Chapeuzinho Vermelho, pergunte ao seu filho sobre as questões de segurança. Converse sobre o que os personagens fizeram de errado e o que deveriam ter feito usando palavras simples e concretas.

Perigo Desconhecido para Crianças em Idade Escolar

Durante os primeiros anos da escola, as interações sociais da criança aumentam e elas começam a desenvolver um orgulho e confiança em suas capacidades, habilidades e conquistas. Eles começam a acreditar que podem lidar com as situações e tarefas difíceis que são esperadas deles. No entanto, ainda não têm um senso bem formado de sua identidade e são menos propensos a explorar seu autocontrole e independência, por vezes assumindo riscos.

Crianças nessa faixa etária pensam de forma mais lógica sobre as coisas que acontecem. Seus pensamentos são mais organizados, mas não conseguem especular sobre coisas que aconteceram com outras pessoas ou mesmo que podem acontecer com elas. Eles já conseguem pensar de forma racional, por exemplo pegando informações específicas e criando regras gerais. Essa capacidade é útil quando tratamos de segurança. Um bom exemplo é lembrar de uma situação em que não se sentiram seguros e conversar sobre o que poderiam ou deveriam ter feito para evitá-la. Torne as informações mais práticas e concretas possível.

Usando perguntas, atividades e histórias, a criança pode aprender sobre como um estranho pode aparecer para ele. Uma dessas histórias, O mistério do amigo virtual, ilustra como as pessoas podem criar uma identidade falsa para convencer uma criança a encontrá-la pessoalmente. Nessa idade, o truque é ajudar a criança a entender a diferença entre ficar longe de estranhos, escolher os lugares e pessoas certas para pedir ajuda e ser amigável com as pessoas quando pais, amigos e familiares estiverem presentes.

Perigo Desconhecido para Adolescentes

Os adolescentes desenvolvem um senso de identidade, ou seja, as crenças, ideais e valores que vão orientar seu comportamento. Eles compreendem melhor as regras e expectativas da sociedade e exploram sua independência e autonomia dentro desses limites, ainda que também sejam testados às vezes. Portanto, eles também podem se envolver em situações perigosas, que os pais devem desencorajar usando argumentos lógicos e sensatos.

Nesta idade, o jovem adulto se torna mais familiar ao pensamento e raciocínio abstrato. Portanto, as regras devem ser explicadas através exemplos razoáveis e informações baseadas em fatos. O adolescente já é capaz de refletir acerca de situações hipotéticas e pensar em termos sociais, morais e éticos.

Os pais podem conversar sobre situações reais com seu filho adolescente e criar hipóteses acerca de suas consequências, escolhas e resultados diferentes. Manter um equilíbrio adequado entre sua autonomia e monitoramento é ainda mais importante do que antes. Portanto, estabelecer a confiança e ter abertura são cruciais para guiar os jovens, o que são muito mais eficazes do que ser rigoroso.

Porque só Educação Não é Suficiente

O que fica claro nos diferentes estágios do desenvolvimento infantil é que a educação por si só não é suficiente para fazer com que uma criança siga regras.

O maior problema é que as crianças, especialmente as mais jovens, não têm maldade e quase nenhum senso de autopreservação, enquanto que as mais velhas gostam de desafiar os limites da autoridade.

Tenho certeza de que você disse a seus filhos um milhão de vezes para não confiar em estranhos. Eu sei que falei ao meu filho de 7 anos a mesma coisa muitas vezes.

Mas isso é suficiente?

Há algum tempo, vi um vídeo de experimento social e gostaria que você assistisse. Tem menos de 4 minutos de duração, mas prometo que você ficará surpreso.

E se você for como eu, você ficará chocado com seu desfecho.

Todos esses pais educaram seus filhos para não confiarem em estranhos, para não ir a lugar algum sem avisar. E, no entanto, todas as crianças saíram alegremente com um completo estranho.

Então, o que aconteceu nesse vídeo? Como o «estranho» convenceu as crianças a irem embora com ele e ignorarem completamente os avisos de seus pais?

O rapaz parecia inofensivo e não parecia estar deslocado no parque, especialmente pelo seu cachorro, que ele usou como instrumento para atrair a criança. Ele rapidamente conquistou a confiança dela e a fez se interessar em ir embora com ele para ver outros filhotes. Apesar das advertências dos pais para não falarem com estranhos, todas as crianças do experimento foram com o estranho.

Em outro experimento social que aborda os perigos das redes sociais, três jovens adolescentes saíram de suas casas, inclusive após o anoitecer, para se encontrar com um estranho, que conheceram online há apenas alguns dias, posando como um garoto de 15 anos de idade. Os pais garantiram ao produtor que ensinam seus filhos e que não iriam aos encontros. No entanto, em todos os casos, elas saíram de suas casas sozinhas para se encontrar com um estranho.

Apesar das advertências, conversas sobre notícias de sequestros de verdade e lembretes diários para ficar longe de estranhos, todas as meninas ignoraram os avisos.

Como Pessoas Más Podem Manipular as Crianças

Os vídeos acima já nos dão uma ideia de como os predadores agem quando manipulam crianças para fazer o que eles querem. Predadores podem ser pacientes e aliciar seus filhos por um longo tempo, ganhando sua confiança aos poucos, muitas vezes fazendo com que se distanciem dos pais, prometendo segredo e explorando sua necessidade de serem aceitos. Esse processo leva a criança a um ponto em que ela obedece ao predador e pode acontecer tanto pessoalmente quanto online. A criança, então, de bom grado acompanha os desejos do predador.

É diferente da abordagem do vídeo, onde se atrai a criança de forma simples e com algo aparentemente inocente e interessante para a criança, ou mesmo um ataque rápido, quando o agressor agarra a criança e desaparece enquanto os pais estão distraídos.

As duas primeiras estratégias geralmente envolvem predadores socialmente competentes, que parecem genuínos e dignos da confiança da criança, algo que eles usam em proveito próprio.

1. Eles são gentis, legais e simpáticos

Diferente dos filmes, sequestradores e criminosos nem sempre parecem ser suspeitos ou perigosos. Eles se esforçam ao máximo para parecer o mais normal possível. Suas roupas são como as de qualquer outra pessoa. Seu tom de voz é suave e seu comportamento é gentil.

Através dos olhos da criança, eles são exatamente o que um adulto legal e confiável seria.

Você perceberá que no vídeo acima, o «sequestrador» se mistura perfeitamente à multidão com suas roupas e comportamento. O filhotinho de cachorro torna esse homem carinhoso e gentil. Afinal, pessoas que amam animais são pessoas legais, certo?

2. Eles conhecem muito sobre crianças e sabem como ganhar sua confiança rapidamente

No vídeo acima, o «sequestrador» usa um filhotinho de cachorro para chamar a atenção das crianças e fazê-las esquecer dos conselhos de que nunca devem falar com estranhos. Ele aborda as crianças com muito cuidado, para não assustá-las. Depois que elas dão carinho no cachorro, que é uma maneira simples e eficaz de iniciar uma interação, o estranho inicia uma conversa pedindo que adivinhem o nome do filhote.

Em seguida, ele pergunta para as crianças: «Você gosta de cachorros, certo?»

Essa é uma técnica utilizando como estratégia de venda e de persuasão. Quanto mais compartilhamos nossa opinião com alguém, mais tendemos a confiar em seu julgamento a respeito daquilo que não sabemos. Todos somos suscetíveis a esse fenômeno (em maior ou menor grau) e as crianças são ainda mais. Depois que o «sequestrador» conseguiu que as crianças dissessem seu primeiro «sim», fica mais fácil para ele conseguir que respondam «sim» outra vez quando pedir para a criança ir com ele ver os filhotes.

3. Eles exploram nossas falhas como pais

Sequestradores e criminosos não entendem apenas de crianças. Eles também sabem muito sobre os pais.

Eles sabem como pensamos. Eles podem ver quando estamos relaxados, quando baixamos a guarda e quando estamos tensos e alertas.

Esses predadores se aproveitam das nossas fraquezas, mirando em nossos filhos em lugares onde achamos que estão mais seguros, como em um parquinho cheio de pais atentos e responsáveis, como no vídeo acima.

Eles também exploram o nosso otimismo, que é a nossa crença de que «isso nunca aconteceria comigo». E não é porque somos descuidados ou orgulhosos. É simplesmente parte da natureza humana e nenhum de nós está imune a isso.

Por serem observadores, pacientes e usarem cuidadosamente suas habilidades sociais, os predadores são eficazes na seleção do melhor momento para atrair uma criança. Seu plano é estruturado e rápido, em geral, levando apenas alguns segundos para ser realizado. Assim que a criança está fora do campo de visão e controle dos pais, o sequestrador tem toda a vantagem.

Como Proteger Seus Filhos de Sequestradores e Predadores

Então, além de dizer aos nossos filhos para ficarem longe de estranhos, o que mais podemos fazer?

Como escrevi anteriormente, as crianças não possuem um senso comum e nem um instinto de autopreservação. A educação é crucial, mas não podemos depender exclusivamente dela.

Gostaria que você assista ao primeiro vídeo novamente a partir das 2:59 (link direto aqui) e ao segundo vídeo a partir das 2:46 (link direto aqui). Observe como a criança reage enquanto os pais explicam que ele ou ela não deveria ter ido com o estranho. A criança leva exatamente 10 segundos para abandonar completamente a conversa. A partir desse momento, você perceberá que a criança não está ouvindo nem prestando atenção a uma única palavra do que seus pais estão dizendo.

A educação só consegue nos ajudar até um certo ponto. Depois, precisamos adotar outras formas de precaução.

Aqui estão algumas coisas que você pode fazer para proteger seus filhos de sequestradores e predadores.

1. Vista-os com roupas chamativas e facilmente reconhecíveis

Eu sempre visto meu filho da maneira mais chamativa possível, com camisetas, calças e bonés coloridos. Quanto mais diferente, melhor.

No meu caso, também ajuda que meu filho seja sempre o que mais estridente do parquinho. Portanto, nunca brigue seus filhos por serem barulhentos quando brincam.

Lembre-se, os predadores buscam as presas fáceis. Eles escolhem uma criança mais difícil de se destacar, alguém que está vestindo roupas que se parecem com as das demais. Eles escolhem como alvo as crianças mais calmas, porque são menos propensas a fazer uma cena se forem abordadas.

Quanto mais tempo leva para que a ausência de uma criança seja notada, mais fácil fica para o sequestrador levar essa criança e ela nunca mais ser vista.

2. Junte-se

Junte-se a outros pais para vigiar seus filhos.

Quando levo meu filho ao parquinho, a primeira coisa que faço é ver com quem está brincando. Depois procuro os pais da outra criança e inicio uma conversa amigável com eles.

Agora, há mais do que apenas um par de olhos vigiando as duas crianças. E como as crianças estão brincando juntas, elas provavelmente estão no mesmo lugar, portanto, são mais fáceis de acompanhar.

3. Seja observador e mantenha um olhar atento

Como mostrado no segundo vídeo, é mais provável que as crianças interajam com estranhos online, acreditando nas falsas personas que adotam. Um estudo realizado na Universidade de Carleton, em Ottawa, no Canadá, verificou que cerca de 72% das crianças de até oito anos usam um dispositivo móvel, enquanto 99% das crianças entre o quarto ano do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio têm acesso a aparelhos com Internet fora da escola.

O estudo também descobriu que, apesar dos avisos constantes sobre segurança, apenas um terço das crianças veem a conversa com estranhos online como uma ameaça em potencial. As crianças parecem não estabelecer a conexão entre o contato virtual e o perigo real.

É por isso que muitos pais que participaram da pesquisa usaram uma diversidade de medidas além da educação para minimizar os riscos, conforme indicado na tabela abaixo.

Ameaça Descrição Código do Comportamento Descrição do Comportamento
Conteúdo Impróprio Controle parental ativo para YouTube, monitoramento dos aplicativos que as crianças usam diariamente. Controle parental, monitoramento Controle parental ativo para YouTube. Mãe monitora aplicativos. Mãe deleta jogos com conteúdo violento ou de terror.
Uso excessivo de aparelhos Kids go on the devices too often; parents try to limit the hours when they can. Limitar o tempo de uso Os pais tentam limitar quantas horas os filhos passam usando aparelhos tecnológicos.
Aplicativos Impróprios Contas das crianças estão vinculadas à conta das mães. Vinculação da conta, monitoramento A mãe consegue ver o que os filhos estão baixando recebendo um email a cada download.
Redes Sociais Há uma infinidade de conteúdo impróprio nas redes sociais. Restrição de acesso até uma certa idade, monitoramento. A mãe acha que o filho é novo demais para usar ou que o Facebook é desnecessário para aquela idade. Caso tenham Facebook, a mãe pode monitorar sua conta usando seu login e senha.
Perigo Desconhecido

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Crianças são inocentes e ingênuas

Mãe se preocupa com o excesso de informação compartilhada pelos filhos e interagir com estranhos cuja identidade é desconhecida. Restrição de acesso até uma certa idade, monitoramento, Educação sobre os perigos A mãe restringe o acesso à rede social e monitora o que eles baixam. Ela conversa sobre o perigo de conversar com estranhos.

Como fica claro através da tabela acima, os pais podem tomar diversas precauções para garantir que seus filhos estejam usando seus aparelhos de forma mais segura. Além disso, os pais devem estar atentos para quaisquer alterações no comportamento de seus filhos. Qualquer indicação ou ação inesperada e fora do comum pode ser um sinal de uma influência alheia potencialmente prejudicial.

4. Pare de ficar em uma posição de desvantagem

Hoje em dia, os sequestradores não são apenas inteligentes, eles também estão muito bem equipados. Eles usam câmeras, equipamentos de vigilância, a internet e qualquer outra ferramenta disponível, porque sabem que um pequeno deslize pode ser o seu fim.

Quando estamos lidando com uma ameaça tão bem equipada e sorrateira, seus olhos e ouvidos nunca serão suficientes. Você precisa jogar o mesmo jogo e usar a tecnologia a seu favor.

Por isso, criamos o «Find My Kids», um aplicativo de rastreamento por GPS que ajuda a manter seus filhos em segurança e trazer sua tranquilidade.

Assim, ficando de olho quando seus filhos brincam ou passeiam em locais abertos fora de casa e adotando medidas de vigilância e proteção quando navegam na internet, os pais podem fazer muito mais do que apenas educá-los sobre os perigos que podem surgir na rua.

Outra medida de segurança que acabei de mencionar brevemente é a diferença entre estranhos «bons» e estranhos «maus», algo que pode ser bastante discutível e subjetivo, mas é interessante entender a diferença.

Os Estranhos «Bons»

Quando se pensa em estranhos «bons», algumas profissões quase que imediatamente vêm à nossa mente, ao lado de amigos e familiares. Policiais, enfermeiros, médicos, professores e padres são exemplos clássicos. Até entregadores e comerciantes podem ser vistos como pessoas prestativas e, portanto, inofensivas.

Essas suposições podem até ser verdadeiras, na maioria dos casos, mas lembre-se de que os predadores geralmente se valem de falsas aparências para fazer com que suas vítimas se sintam à vontade. Portanto, eles podem usar um uniforme para a criança acreditar que são pessoas confiáveis.

O ambiente ou a situação em que estranhos surgem nos diz se são quem parecem ser. Por exemplo, um homem com uniforme da polícia se aproximando de uma criança em um parque talvez não seja um policial de verdade, a menos que tenha boas razões para se dirigir à ela. Por outro lado, um homem vestindo uniforme da polícia dentro de uma delegacia ou atuando como guarda de trânsito provavelmente não é um impostor.

Seu filho deve entender o contexto no qual as pessoas estão inseridas, como onde encontrar policiais, padres, enfermeiras etc. Qualquer pessoa que pare, se aproxime ou faça com que fique desconfortável não deve ser confiável, estando ela com um uniforme ou não.

É aqui que o conceito de locais seguros já mencionado é muito importante. Uma pessoa «boa» está associada à um local seguro, como uma escola, loja, hospital, igreja ou delegacia. Nesses ambientes, as crianças podem se sentir mais seguras ao abordar esses estranhos identificáveis caso precisem de ajuda.

Respostas a Perguntas mais Frequentes sobre Estranhos

Aqui estão algumas perguntas frequentes sobre estranhos e como agir quando abordado ou se sentindo ameaçado por um.

O que é um estranho?

A resposta mais simples é que um estranho é alguém que você não conhece. Se você se deparar com ele, seja pessoalmente ou online, não faz diferença. Eles podem parecer amigáveis e inofensivos, mas enganam as crianças tendo, por trás, más intenções. A menos que você precise de ajuda e esteja em um local seguro, nunca confie em um estranho.

Como evitar o perigo do desconhecido?

Não aceite nada como presentes, caronas ou guloseimas de um estranho. Fuja ou chame seus pais quando não se sentir à vontade. Não adicione estranhos virtuais em suas redes sociais. Não informe a nenhum estranho qualquer informação pessoal, como seu nome e endereço. Sempre avise aos seus pais para onde você está indo.

Como um estranho pode te fazer mal através da internet?

Estranhos que procuram uma criança na internet geralmente não são quem parecem ser. Por exemplo, eles costumam usar fotos falsas, mentem sobre sua idade e origem, dizem conhecer seus amigos ou parentes e querem ser seus amigos. Enquanto isso, eles se divertem enquanto você acredita em suas mentiras. Eles fazem com que você se sinta confortável o suficiente para concordar em encontrá-los sozinhos, sem seus amigos ou pais, para protegê-lo.

O que fazer caso você esteja perdido?

Se você se perder ou se separar de seus pais ou amigos, vá, o mais rápido possível, para o local seguro mais próximo. Peça a alguém lá para ligar para seus pais ou para a polícia, que é treinada para saber o que fazer para ajudá-lo nessas situações.

Se alguém tentar te sequestrar, o que você deve fazer?

Grite e chame atenção. Tente fugir e fala com que as outras pessoas ao redor percebam que você não conhece aquela pessoa que está tentando te levar embora.

O que fazer caso alguém te deixe desconfortável?

Vá embora rapidamente. Corra, se for preciso. Dirija-se à um local seguro. Conte tudo para os seus pais.

Conclusão – O que mais você pode fazer para manter seus filhos seguros?

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De acordo a sugestão de um estudo da Universidade de Carleton, existem diversos recursos e aplicativos online para ajudá-lo a monitorar e proteger seus filhos, seja limitando ou rastreando suas atividades e movimentos. Um desses aplicativos é o «Find My Kids».

Como o «Find My Kids» ajuda a manter seus filhos seguros

O «Find My Kids» usa a internet, a telefonia e a tecnologia GPS para trazer mais tranquilidade para você e manter seu filho seguro.

O «Find My Kids» abrange dois aplicativos. O primeiro é um aplicativo para pais, que você instala em seu aparelho Android ou iOS. O outro é o aplicativo complementar, que deve ser instalado no dispositivo do seu filho. Se você está pensando, «De jeito nenhum! Meu filho é muito novo para ter um celular!». Fique tranquilo, também pensamos nisso, porque o «Find My Kids» também pode ser instalado na maioria dos relógios inteligentes (smartwatches).

Depois que seu aparelho estiver vinculado ao seu filho através do aplicativo para pais, você terá à sua disposição diversas ferramentas de segurança que ajudarão a proteger seu filho.

Rastreamento GPS e Alertas de locais seguros

Através do uso da tecnologia GPS e da rede de dados móveis, você poderá rastrear a localização do seu filho em tempo real, a qualquer momento. Chega de ficar desesperado procurando seu filho. Basta olhar o mapa no aplicativo e ver onde ele está.

Você também pode configurar «locais seguros» no aplicativo. Se seu filho sair da área determinada (por exemplo, o pátio durante o recreio ou mesmo da escola), o aplicativo soará um alarme e você será notificado imediatamente.

Monitore e escute o que ocorre ambiente ao redor da criança

O aplicativo usa a câmera e o microfone do aparelho do seu filho para monitorar o ambiente a qualquer momento.

Isso é especialmente útil quando você está com seu filho em um parquinho e quer relaxar lendo um livro, ao invés de estar constantemente alerta vigiando seu filho. Basta ativar o recurso de monitoramento de som no aplicativo, colocar seu fone de ouvido e ouvir o ambiente ao redor dele enquanto você lê. Se de repente ele parar de brincar e começar a conversar com alguém um pouco mais velho, essa é sua deixa para ir atrás deles.

Botão de emergência exclusivo

Quando o perigo aparece, é sempre inesperado e brutalmente veloz. Depois que uma criança é sequestrada, pode ser tarde demais para agir.

Obviamente, você deve sempre ensinar seu filho a gritar bem alto caso se encontre em uma situação de perigo. Mas e se o sequestrador estiver cobrindo sua boca? E se eles estiverem distantes de outras pessoas?

O aplicativo «Find My Kids» traz ao celular ou relógio inteligente (smartwatches) do seu filho um botão exclusivo de «alarme». Tudo o que a criança precisa fazer é pressionar o botão e imediatamente soará um alerta no aplicativo dos pais, informando que seu filho está em perigo.

E para tornar esse recurso ainda mais acessível, nossos relógios inteligentes (smartwatches) para crianças possuem um botão de verdade, com acesso fácil em qualquer situação.

Isso nos leva a conclusão do nosso guia completo sobre como conversar com seus filhos sobre estranhos, como agir em diferentes situações e ambientes e o que mais você pode fazer para aumentar sua segurança. Você nem sempre pode controlar tudo o que acontece, mas pode fazer muitas coisas práticas para impedir que seu filho se torne uma presa fácil. Às vezes, as idéias e intervenções mais simples são ignoradas, mesmo sendo as mais fáceis da criança entender e seguir, e é nisso que focamos neste guia. Tornando as coisas que você pode fazer para minimizar a interação do seu filho com estranho mais práticas e factíveis e deixando-o o mais seguro possível.

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