O que fazer se o seu filho não tem amigos e como você pode ajudá-lo | FindMyKids Blog
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Entrevista com um psicólgo

O que fazer se o seu filho não tem amigos

Se seu filho está começando a mostrar sinais de distanciamento e uma tendência ao isolamento, você deve estar se perguntando o que fazer quando ele não parece ter amigos? O desenvolvimento social envolve uma área da natureza da criança que pode ter seu tom definido pelo resto da vida e, sem aprender o valor de ter amigos, pertencer a uma comunidade e grupo, muitos crescem se tornando adultos que vivem de acordo com suas próprias limitações. Autogratificação e reclusão acabam se tornando seu objetivo, em vez de buscar uma sinergia nas relações, comunicação e crescimento através de sonhos, ideais e conceitos compartilhados. Sem uma real conexão, a singularidade de estar sozinho pode consumir o indivíduo. Seu filho está crescendo sem ter amigos? Vamos aprofundar mais sobre o assunto.

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Conteúdos:

Motivos pelos quais uma criança pode não ter amigos

Antes que de tomar quaisquer medidas para ajudar seu filho a ter amigos, é necessário observar com cuidado a sua natureza em geral, seus hábitos e humor. Não discuta sobre a vida da criança com outras pessoas até que seja completamente necessário. Um relacionamento honesto com seu filho será a única forma de obter uma compreensão clara sobre suas vidas, além de usar a principal ferramenta para ajudá-lo a fazer amigos: a observação. Aqui estão os principais motivos pelos quais as crianças podem não ter amigos.

Seu filho pode se sentir preocupado

Crianças pequenas podem ser “consumidas” por tudo que é novo em suas vidas. O mesmo vale, até certo ponto, para as crianças maiores e adultos em geral. Estas etapas podem se transformar em obsessões em vez de meras fases no caminho do progresso em direção aos seus objetivos. Distrações podem ser saudáveis, mas também podem mascarar um sentimento de desconexão, substituindo os relacionamentos por atividades obsessivas, hobbies compulsivos e outras preferências em fazer as coisas sozinhas. As crianças, às vezes, desenvolvem hábitos, rituais e compulsões para ajudar a lidar com a ansiedade e evitar as pessoas.

Pode ser normal que crianças pequenas sejam “consumidas” pelo que estão fazendo. Um nível saudável de interesse por suas paixões é um bom sinal, mas observe os padrões que possam estar mascarando sinais de uma criança que fica nervosa ao estar cercada por pessoas.

Caso note que todos os passatempos da criança são atividades individuais e que ela evita atividades externas, brincadeiras com amigos e outras atividades coletivas de propósito, talvez seja hora de perguntar se a preocupação dele é apenas uma desculpa para permanecer reclusa.

Crianças e adolescentes mais velhos que acham difícil se relacionar com outras pessoas geralmente trocam as brincadeiras infantis compulsivas, os rituais de ninar e as tarefas obrigatórias após a aula por atividades nada saudáveis, más influências e vícios. Esteja atento com o que está ocupando o tempo do seu filho. Toda criança pensa em uma infinidade de coisas antes de optar pelo que gosta, mas se seu filho está adotando hábitos pouco saudáveis, então ele deve estar tentando esconder ou reprimir algum sentimento.

Seu filho pode se sentir negligenciado

As crianças presumem rapidamente o que elas acham que merecem. Se seu filho, sutilmente, sente que está recebendo menos atenção do que um irmão, membro da família, professor ou amigo, isso pode lhe gerar uma falsa noção de que ele merece ser negligenciado. Cria-se um sentimento de que ele está segundo lugar. E, uma vez solidificado em sua cabeça, ele verá tudo como uma prova reafirmando que está sendo negligenciado.

No início da vida, sentimentos de negligência podem se manifestar sob a forma de um desinteresse pela higiene pessoal e uma relutância em experimentar coisas novas. Em vez de serem crianças e pré-adolescentes fascinados por experimentar coisas novas, eles se sentem negligenciados e demonstram um desinteresse notável desde cedo, se isolando em seus aparelhos eletrônicos quando poderia estar se enturmando com os colegas.

Uma criança aparentemente feliz, mas que secretamente se sente negligenciada, nunca vai pedir a sua ajuda, conselhos e aprovação.

Crianças mais velhas e adolescentes que sofrem com esse sentimento de negligência demonstram traços de agressividade e um comportamento exigente em relação aos seus colegas. A incapacidade de se relacionar com professores e outras crianças pode indicar que seu filho sente que que não tem nenhum valor ou interesse relevante para os demais, o que decorre da falta de autoestima e é resultado de um pensamento recorrente de que suas vidas e contribuições não são valorizados. Os adolescentes que se sentem negligenciados crescem e passam a exibir uma grande dificuldade em confiar nos outros.

Seu filho pode se sentir confuso

As crianças que crescem em um ambiente excessivamente familiar, a ponto de atingir níveis doentios, crescerão se sentindo presas a uma necessidade de agradar. Sem ter ou sentir uma total segurança, torna-se difícil interagir e se conectar com as pessoas ao seu redor. A falta de um senso de identidade e de confiança no que você sabe leva o indivíduo a pensar que lhe falta capacidade, afinidade ou fundamentos básicos de conexão e cria um sentimento predominante de confusão e incapacidade de agir. A ação deve ir além do que é necessário para sustentá-lo e os comportamentos prejudiciais de distanciamento e isolamento começam a se reproduzir sem que a criança perceba o que está fazendo.

A confusão decorre de uma falta fundamental de direção e confiança. Quando as crianças mais jovens se vêem confusas sobre qualquer aspecto importante em suas vidas, elas se retraem e se tornam reclusas. Afinal, se fechar e ficar em silêncio é melhor do que se abrir sobre algo que você não tem certeza e pode estar errado, certo? Errado! Essa atitude evolui para os primeiros sinais de quietude e uma preferência por estar sozinho. Interesses e paixões são mantidos em segredo, em vez de serem explorados, comentados e compartilhados.

Os adolescentes que crescem confusos são normalmente aqueles que constantemente recebem ordens em vez de encorajamento de seus pais. Falta iniciativa em seu dia a dia, enquanto atitudes como reconhecimento, mérito, competição e sucesso são triviais para uma criança acostumada a se sentir confusa. A autoestima não é afetada apenas por noções de negligência, desrespeito e medo, como a maioria pensa. A própria confusão é uma demonstração de medo que aparece como sob a forma de um desinteresse geral, más atitudes e insegurança, mascaradas como uma falsa independência.

Seu filho pode se sentir desrespeitado

Ninguém deve pagar pelos erros dos outros. Se o seu filho cresce sem respeito pelas pessoas que o cercam, ele não percebe que atitudes como traição, mentira e outras formas de comportamento impactam o respeito e confiança que ele próprio receberá dos demais e que isto é, na verdade, um defeito que ele está apenas reproduzindo. Ajude seus filhos a agirem de maneira independente das opiniões, ações e efeitos de outras pessoas em suas vidas e eles se abrirão mais. Consequentemente, terão mais amigos, que é quase um resultado natural de ocuparem uma posição cheia de medo e que busca a autopreservação.

As crianças que se sentem desrespeitadas são normalmente desrespeitosas com adultos, colegas e seu grupo de amigos. As crianças mais novas terão dificuldade em se socializar caso estejam sempre ofendendo aqueles ao seu redor ou sendo guiadas por seu próprio ego. A vaidade é um sinal de que seu filho está recebendo muita liberdade, o que o leva a achar que não é valorizado ou que não é muito respeitado. As birras, exigências constantes, dificuldades alimentares, de vestuário e de amizades são constantes.

Os adolescentes enfrentam os mesmos problemas, mas mostram sinais extremos de dependência de seus pais. Sem desenvolverem seu respeito próprio, eles se tornam apegados aos pais de forma doentia pois isso funciona como sua fonte de apreço, ou ainda, a falta dele. O desconhecimento ou a incapacidade de ter um círculo saudável de amizades para se relacionar pode se transformar em um desprezo e desrespeito geral pelos outros, pelo resto de suas vidas. Esses problemas vistos no ensino médio persistirão sem serem abordados. O comportamento infantil também é típico de crianças que se sentem desrespeitadas ao longo de suas vidas.

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Seu filho pode se sentir preso

Se o seu filho sentir que está sendo limitado pelas pessoas e opiniões que o cercam, ele se isolará em uma posição que lhe permita criar sua “vida perfeita” sem amizades. A falta de amigos pode ser interpretada como a simples falta de assuntos ou características com os quais eles se identificam, o que é um equívoco. Mostrar ao seu filho que a mentalidade, as influências e as atividades comuns da vida privada não precisam ser influenciadas pelos hábitos e percepções dos outros alivia qualquer sensação de restrição, mas isso geralmente requer um empoderamento ativo no lugar de uma simples, ou mesmo de uma longa, conversa.

Desde cedo, as crianças que se sentem presas começam a fazer malcriações, o que dificulta sua socialização e a formação de laços com grupos de amigos legais. Começa a surgir na criança um temperamento difícil, que normalmente faz o que for para conseguir o que deseja. A teimosia aparece com frequência e, como resultado, isso dificulta o vínculo com os demais. Brincadeiras em grupo se tornam um pesadelo quando uma criança predisposta a se sentir presa exige que tudo tem que seguir de acordo com a sua vontade.

À medida que crescem, a rebeldia aparece como uma característica fundamental de um adolescente que vive com um sentimento de restrição. Os amigos podem existir, mas normalmente são passageiros. Os conhecidos são mencionados, mas há nenhuma conexão duradoura formada ou, tampouco, desejada. Esse sentimento de limitação faz com que comecem a levar uma vida secreta, recusando-se a compartilhar os detalhes de suas atitudes devido a distância que se criou entre elas e seus pais. A culpa desencadeia ações irracionais simplesmente pelo fato de ocultar as verdadeiras intenções ou ações da criança.

Formas de ajudar seu filho a fazer amigos

A primeira coisa, e também a mais importante, que você deve fazer como pai é garantir que seu filho tenha inúmeras oportunidades de fazer amigos. Só porque eles estão tendo dificuldade em fazer amizade na sala de aula da escola, isso não significa que eles não irão prosperar em uma série diferente, na aula de música, nos esporte ou em suas atividades extracurriculares. Não force seu filho a fazer algo que ele não se sente confortável, mas certifique-se de estar lá, oferecendo amplas oportunidades e apoio durante todo o processo. Aqui estão algumas formas que podem ajudar seu filho a fazer amigos.

Crianças pequenas (2-3 anos)

  • Leve seu filho para áreas de lazer públicas e incentive a interação com outras crianças e amizades diferentes
  • Faça contato com outros pais para criar oportunidades de interação social desde cedo
  • As lições sobre comunicação começam em casa. Portanto, analise se seus filhos veem você socializar com seus amigos e os envolva nesse processo, apresentando-os e levando-os para atividades em grupo

Crianças em idade pré-escolar (3-5 anos)

  • Estimule habilidades de brincadeira que seu filho compartilhará com outras crianças, encenando-as usando a dramatização
  • Organize encontros frequentes para dar ao seu filho a oportunidade de se conectar com crianças de sua faixa etária
  • Ensine seu filho as regras dos jogos mais comuns

Crianças (6-8 anos)

  • Incentive jogos cooperativos, esportes, hobbies e outras atividades em grupo
  • Certifique-se de que seu filho saiba o lugar e a importância de ser educado, conversando abertamente sobre amigos e amizade
  • Permita que seu filho passe a noite na casa dos amigos e faça festas do pijama

Você se preocupa com seu filho quando ele não está com você? Saiba sempre onde eles estão e o que está acontecendo ao seu redor com o aplicativo Find My Kids na AppStore ou GooglePlay.

Crianças maiores (9-11 anos)

  • Evite jogos, esportes e hobbies competitivos, sempre incentivando aqueles em que as pessoas trabalham juntas em direção a um objetivo comum, compartilhando interesses semelhantes
  • Ensine seus filhos sobre situações sociais delicadas, enfatizando a importância do incentivo e da orientação, em vez de apenas instruí-los sobre como agir
  • Incentive seu filho a convidar um amigo para sua casa para jogar, se divertir ao ar livre, fazer artesanato, ver um filme ou só para brincar

Pré-adolescentes (12-14 anos)

  • Incentive o desenvolvimento de habilidades e hobbies que envolvam interação social adquirindo o equipamento necessário (ou seja, surfe, skate, ciclismo)
  • Converse sobre a importância da honestidade e da comunicação em uma amizade, certificando-se de que eles sabem que você está apoiando a maneira como eles gostam de interagir com outras pessoas (socialmente, em esportes, clubes e no ambiente acadêmico)
  • Inclua seu filho em atividades sociais com você e seus amigos com mais frequência

Adolescentes (15-17 anos)

  • Ajude seu filho a perceber e entender que o conflito em si e a sua resolução são aspectos normais dentro da construção de um relacionamento
  • Planeje atividades fora da escola para ajudar a aliviar a pressão do seu filho e lhe proporcione um dia de diversão com os amigos (por exemplo, um filme, seguido por seu restaurante favorito ou um churrasco e depois por videogames em casa)
  • Ajude seu filho a se acostumar a passar mais tempo com os amigos, dando-lhes a liberdade necessária para explorar coisas novas (uma experimentação saudável é crucial)

Dicas para os pais

Se você está orientando seu filho a ter uma vida social saudável fazendo o possível para ajudá-lo a fazer novos amigos, lembre-se de que pequenos passos funcionam melhor. “Terapia de exposição” é a chave, mas deve ser feita aos poucos. Se seu filho é tímido, não deixe que ele fique sozinho em uma festa de aniversário cheia de gente. Que tal irem tomar sorvete juntos para ele relaxar antes de ir encontrar com os amigos ou promover festas mais íntimas envolvendo apenas alguns amigos mais próximos?

Além disso, as crianças devem saber por quanto tempo estarão ocupadas. Isso alivia a ansiedade e gera uma maior confiança e conforto. Se você diz que é hora de conhecer outras pessoas ou que vão ficar trinta minutos sozinhos na casa de um amigo, cumpra o combinado e não se atrase. A confiança é um fator importante para orientar seu filho em direção às decisões e à mentalidade correta para prosperar socialmente; portanto, nunca abandone a fé em você como pai ou mãe em detrimento a qualquer outra coisa.

Não é seu papel julgar seu filho, nem é sua responsabilidade fazer amigos por eles. Mantenha seus comentários neutros sem criticar e julgar enquanto seu filho encontra outras crianças.

Opiniões pessoais podem ser assustadoras, por isso tome cuidado com o que diz. Fale aberta, mas positivamente, mantendo-se ciente do exemplo que está dando para seu filho com suas próprias habilidades sociais. Pergunte ao seu filho sobre a vida dele, em vez de dizer como ela deveria ser. Tudo está ligado com a conversa, ações e a prática de compartilhar.

Continue estimulando e inspirando seus filhos

Empoderar seu filho requer habilidades de observação intensas e a capacidade de chegar a um ponto de entrosamento, em que as coisas que vocês revelam são muito mais do que o que está sendo efetivamente falado. A aversão e o isolamento são uma desculpa para permitir que a ansiedade conduza à depressão e desvie muitas crianças de suas aspirações e sonhos. Como você ajudou seu filho a se abrir? Tem conselhos de vínculo que poderiam ajudar outras famílias? Incentivamos você a compartilhar seus pensamentos, insights e experiências nos comentários abaixo.

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