Adaptação infantil na escola: as dificuldades no primeiro e sexto ano do ensino fundamental | FindMyKids Blog
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Adaptação infantil na escola: as dificuldades no primeiro e sexto ano do ensino fundamental

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O início do outono para muitas crianças e seus pais está intimamente ligado não apenas a momentos agradáveis e emocionantes de preparação para a vida escolar, mas também à difícil transição da criança entre a pré-escola para o ensino fundamental; de um aluno de ensino fundamental 1 para um aluno do ensino fundamental 2. Em ambos os casos, a maioria dos pais são recebidos com várias questões psicológicas e sociais associadas a esta nova etapa na vida de seus filhos — a adaptação escolar e a adaptação às novas condições mesmo em uma escola já familiar para a criança. A resposta para a pergunta «Como fazer isso da melhor forma possível para a saúde de seus filhos e minimizar as preocupações dos pais?» — veja neste artigo.

Conteúdos:

Período de Adaptação

O que é «adaptação infantil escolar»? Em sentido amplo, a adaptação significa se acostumar a um ambiente. A adaptação escolar é um hábito adquirido para o aprendizado sistemático dentro das novas condições da escola. Segundo os psicólogos, a adaptação pode durar desde 6 a 8 semanas até mesmo a 6 meses, podendo ser ainda um período maior. Por que a duração desse processo difere tanto entre as crianças? A duração do período de adaptação está associada a muitos fatores, como o «ambiente» familiar, a personalidade da criança, seu nível de conhecimentos e habilidades, o tipo de instituição de ensino e seu nível de dificuldade etc.

Fases da Adaptação

O processo de adaptação é geralmente dividido em três etapas principais, cada uma com suas próprias características.

  • O primeiro estágio da adaptação é chamado de «indicativo».

A criança está enfrentando novas condições, conhecendo o ambiente, seus limites, normas etc. Isso é realmente difícil para algumas crianças. É por isso que a criança costuma ficar tensa: tanto física quanto psicologicamente. As reações podem ser confusas e difíceis.

Este estágio dura, na maioria das vezes, cerca de duas a três semanas.

  • O segundo estágio é o da fase de «Fixação instável».

O nome já diz tudo: a criança começa a se adaptar. Ela já está perto de perceber qual é o comportamento ideal nas condições propostas por este novo ambiente. Padrões de comportamento são construídos na cabeça das crianças, permitindo que seu corpo gaste menos energia do que durante o primeiro estágio. As reações já são menos emocionalmente confusas.

Duração: cerca de duas a três semanas.

  • O terceiro estágio da adaptação é a «adaptação relativamente estável».

Nesta fase, as crianças ganham confiança nas formas de comportamento escolhidas e tornam-se mais estáveis. Esta a conclusão do questionamento «Eu sou um estudante e o que isso significa»…

A última etapa dura entre cinco e seis semanas até 1 ano.

Aspectos da adaptação dos alunos do primeiro ano

A adaptação de uma criança à vida escolar é um processo complexo e multifacetado e é graças a ele que a criança se adapta a novas condições e a um novo ambiente. Um processo de de adaptação tranquilo é impossível sem a ajuda de um adulto, de quem as explicações e esclarecimentos são esperados, bem como ajuda, palavras de apoio ou apenas abraços. Os pais devem entender que o processo de adaptação é temporário e sua duração e o futuro sucesso da educação dos filhos dependem também do esforço de seus pais.

Em muitos aspectos, a adaptação da criança à escola está ligada ao que ocorre em sala de aula. Se um aluno do ensino fundamental se sente confortável, interessado e sem medo, seu processo de adaptação será mais fácil.

Uma atmosfera amigável em sala de aula é a principal tarefa do professor durante esse período. Nesse momento, a criança sente mais ansiedade, estresse e têm problemas decorrentes de baixa auto-estima. É importante permitir que a criança estude de um modo que lhe seja conveniente. O professor deve estar calmo e empenhado, atento aos sucessos e realizações das crianças. Caso não considere as especificidades desse período, isso pode levar a criança a um colapso nervoso. Por tal motivo é que é tão importante monitorar a saúde física e mental de um aluno de primeiro ano.

Se os pais têm dúvidas sobre a adaptação da criança, devem falar com o professor. Além disso, é importante não ter vergonha de procurar ajuda de especialistas (psicólogos, fonoaudiólogos, médicos, etc.)

Aspectos da adaptação dos alunos do sexto ano

Qualquer aluno saindo do fundamental 1 para o fundamental 2 terá outro período, onde há a adaptação às novas condições de uma escola que já lhe familiar. Esse momento pode ser chamado de ponto de virada, principalmente porque coincide com as mudanças relacionadas à idade da crise: a criança não é mais uma criança, ela se torna adolescente. Neste momento, sua personalidade está começando a tomar forma e a ganhar um senso de maturidade e sua noção de si mesmo como indivíduo. Esse processo pode transcorrer de maneira dolorosa e conduzir ao afastamento da criança de seus familiares próximos, os mesmos que até aquele momento tiveram um papel crucial em sua vida. Isso se manifesta em um adolescente que se opõe a qualquer interferência em sua vida e frequentemente contraria os desejos dos adultos.

Agora, o adolescente está pronto para construir novos relacionamentos com os colegas. É através das amizades que a criança forma modelos de relações sociais, valores morais, etc.

Durante esse período, a criança sofre com alterações em sua autoestima. Antes, a autoestima estava diretamente ligada aos estudos, ao nível de conhecimento e à avaliação desse conhecimento pelo professor. Agora, o principal critério para a autoestima é o grau de aceitação entre os colegas. Sua principal atividade é a constante comunicação.

Nesse contexto, sua motivação para os estudos fica reduzida, seu desempenho acadêmico cai e surgem conflitos com professores.

Os pais devem se lembrar que a atividade cerebral dos adolescentes durante esse período é bem alta. Porém, seu desenvolvimento agora está diretamente ligado às emoções que a criança experimenta durante seus estudos.

O sucesso ou o fracasso tem um impacto significativo em sua motivação em aprender. Afinal, uma nota alta «confirma» as possibilidades de um adolescente. O momento ideal é quando a «avaliação» e autoestima coincidem. Se isso não acontecer, cresce seu desconforto interno, que com o tempo pode se transformar em um conflito interno.

Ou seja, quando uma criança passa do ensino fundamental 1 para o fundamental 2, ela passa por não apenas mudanças externas, mas também profundas mudanças internas.

Tipos de adaptação

Existem dois tipos principais de adaptação da criança à escola:

Adaptação social e psicológica

Quando uma criança vai para o primeiro ano, ela adquire o status de aluno novo na escola. Junto com esta mudança de status, ocorre uma reavaliação de seus valores: tudo que está relacionado à atividade educacional se torna importante. A criança ingressa em uma nova turma e fica cercada de rostos desconhecidos. Neste momento, o professor e os pais desempenham um papel importante. Eles ajudam a preparar a criança para lidar de forma positiva em relação à escola.

Para uma passagem tranquila durante o período de adaptação, é importante estar especialmente atento à presença das seguintes habilidades:

Habilidades cognitivas

Para a maioria das crianças, o desenvolvimento de habilidades cognitivas é um processo natural. Mas isso não significa que você não precise dar atenção para um desenvolvimento mais bem-sucedido dessa habilidade. Nas idades pré-escolar mais avançadas, essa habilidade se desenvolve paralelamente à memória, atenção, pensamento e interesses cognitivos. Se todos esses processos se desenvolverem harmoniosamente, a adaptação ocorrerá mais rápido e o corpo do aluno gastará menos energia.

Pensamento criativo

Hoje em dia, é importante pensar «diferente de todos os outros». A atitude em relação às pessoas com um pensamento criativo brilhante também está mudando. Os pais não devem se assustar se a criança souber «ser criativa» e pensar fora da caixa. No futuro, isso pode ser uma boa vantagem para superar algumas situações críticas.

Auto-organização

Com o início da escolaridade, a criança ingressa em um sistema com uma rotina de horário apertado, com lições, recreios, aulas extras — tudo seguindo um horário específico. A capacidade de gerenciar e planejar o tempo é uma habilidade muito importante para um aluno de primeiro ano.

Além disso, o desenvolvimento da lógica, imaginação e comunicação é importante.

Adaptação fisiológica

Uma enorme carga física recai sobre os ombros de uma criança em idade escolar: há um aspecto mental, marcado pela forma de aprender os novos conhecimentos, e física, pela sua uma posição estática durante o processo aprendizado. Quanto mais forte a pressão, mais energia seu corpo gasta. É importante não perder o momento do descanso.

Dificuldades e problemas que os alunos e seus pais podem enfrentar

É aconselhável que os pais de futuros alunos do primeiro ano conheçam as principais dificuldades e problemas que eles podem esperar no fundamental 1:

O problema de levantar cedo

Nos primeiros dias de aula, principalmente se a criança gosta da escola, ela acorda sem dificuldades. Com o tempo, a escola se torna monótona, a rotina começa, portanto o processo de despertar pode não ser tão simples. Muitas vezes, de manhã, logo antes da escola, a criança tem episódios de histeria. Uma das maneiras de contornar essa situação de forma tranquila é o «despertar gradual». Isso significa que a criança não deve ser acordada abruptamente, mas gradualmente e com tempo para que possa se levantar da cama aos poucos.

«João tem um, então eu também quero!»

O aluno recém-chegado, além do processo de aprendizado e realização da lição de casa, se comunica ativamente com os colegas. Há uma alta probabilidade de que a criança possa ver outra com uma mochila linda, um iPhone legal e achar que deseja o mesmo. Aqui os pais têm uma escolha difícil a fazer: achar que devem comprar o mesmo para a criança, para que ela não fique pior que os outros, ou não ceder aos pedidos da criança, mas, nesse caso, ela pode se sentir insegura. Como sair dessa situação quando uma criança, ao final da aula, fala: «Quero um tablet igual ao do João!»? A melhor opção é mostrar para a criança como economizar seu dinheiro. Com isso, você ensina uma atitude responsável em relação ao dinheiro e dá a chance da criança pensar bem: «Isso é realmente necessário ou é melhor comprar outra coisa?»

Tarefas de casa difíceis

É muito importante que as crianças façam a lição de casa por conta própria! Um pai sempre pode ajudar, mas somente depois do pedido de ajuda. O apoio dos pais neste momento é obrigatório: você pode ficar apenas ao seu lado na sala, ajudar a compreender um problema o complexo, mas nunca fazer o trabalho para a criança. A tarefa principal de um adulto é ajudar a organizar o espaço de aprendizagem: onde serão colocados livros e cadernos, canetas e lápis, etc.

Permitir que a criança seja independente não significa deixar para lá: você pode controlar a situação sem fazer imposições. Então você deixe claro para seu filho: «Eu confio em você!» e «você pode fazer qualquer coisa!».

Condições para uma adaptação bem sucedida

As condições de adaptação mais bem-sucedidas incluem:

  1. a presença de toda a família;
  2. alto nível de educação dos pais;
  3. métodos adequados de educação;
  4. respeito aos direitos da criança;
  5. boa disposição da criança para a escola;
  6. uma atitude positiva da família em relação a rotina da criança.

Sinais de adaptação bem sucedida:

1.  Satisfação com o processo de aprendizagem.

A criança fica feliz em conversar sobre as aulas e ir para a escola.

2. Dominando o currículo.

A criança não encontra grande dificuldade em lidar com as tarefas apresentadas. Se a criança segue o currículo escolar tradicional, mas tem algumas dificuldades, é importante apoiá-la, sem fazer comparações a outras crianças, sem reprovar seus defeitos e sem apontar suas deficiências. Caso surjam dificuldades no âmbito em uma disciplina complicada (por exemplo, um estudo aprofundado de um assunto), os pais devem considerar algumas mudanças.

3. O grau de independência.

A criança deve concluir suas tarefas de forma independente; somente após tentativas frustradas, ela deve pedir ajuda ao adulto. Muitos adultos começam a ajudar desde o início e este é um grande erro. A criança se acostuma rapidamente a essa forma de fazer a lição de casa e, no futuro, será mais difícil para a criança fazer isso sozinha.

4. Satisfação com professores e colegas de classe.

Esse é um dos principais sinais. Se a criança tiver um relacionamento harmonioso com os professores e colegas de classe, o processo de adaptação será mais tranquilo.

Recomendações gerais para os pais

Elogie

Cada mãe, ao ajudar seu filho a fazer a lição de casa, percebe erros. Ela só quer que a criança escreva e complete todas as tarefas corretamente! Nesse momento, a crítica interior da mãe, unicamente por amor ao filho, começa a encontrar falhas, apontando erros…

É importante que os pais percebam o que a criança está indo bem e que se concentrem nisso. É isto que lhe dará confiança e vontade de fazer melhor!

O horário para fazer as tarefas de casa

Para entender como abordar a lição de casa da melhor maneira, os pais precisam observar seus filhos e responder a algumas perguntas:

  • É fácil para a criança começar a fazer as tarefas?
  • Quanto tempo ela leva além do horário padrão para concluir suas tarefas?
  • Quanto tempo, depois de começar, a criança estuda sem se cansar?
  • Quanto tempo demora até que fique exausta?

Para as crianças que acham difícil fazer a lição de casa, é melhor começar com a leitura literária. E para aqueles que se esgotam rapidamente, faça pausas ao estudar matemática.

Não exija muito!

É importante que os pais compreendam e percebam as capacidades da criança. Para fazer isso, basta observar: o que um aluno iniciante faz bem e o que não faz. Defina «metas» suaves, ligeiramente acima das capacidades da criança ou de acordo com elas.

Aposte na confiança

É muito importante que os pais conheçam os «pontos fortes» de seus filhos ao ingressar na escola. Para fazer isso, responda às perguntas:

  • «O que encanta o meu filho?»;
  • «O que ele faz bem?»

Ajude seu filho a se tornar um aluno confiante, confie no que ele faz bem.

Sempre deve haver uma oportunidade de relaxar

Muitos pais não sabem como tranquilizar a criança em caso de tristeza, decepção e choro. É muito importante nesses momentos compartilhar os sentimentos com a criança e permitir que ela os expresse. Nesses casos, você não pode dizer frases como: «Não ligue para isso!», «Isso não importa!», «Isso é irrelevante!» etc.

Você precisa mostrar que entende os sentimentos da criança: «Eu sei que você está chateado» e pedir cuidadosamente para contar o que aconteceu. Enquanto a criança estiver falando, a emoção será expressa e a criança poderá se sentir melhor.

Além disso, é aconselhável que os pais sigam estas recomendações:

  • desenvolva um «senso» de controle do tempo no aluno que está ingressando na escola;
  • ensine a manter todas as coisas em ordem;
  • lembre-se de que a criança também tem o direito de cometer erros;
  • dê a seus filhos a oportunidade de cuidar de si próprios.

Recomendações médicas

  1. Rotina diária estável. É importante criar uma rotina com a criança de forma gradual.
  2. Sono adequado.
  3. Local de estudos conveniente. É importante escolher os móveis certos (apropriados para o crescimento da criança) e colocar a luz à esquerda da criança.
  4. Andar ao ar livre (pelo menos duas horas por dia).
  5. Descanso após a escola (de preferência com outras atividades).
  6. Alimentação saudável.
  7. Uma atitude positiva em relação às pessoas ao redor.
  8. O desejo de sucesso.
  9. Não permita TV e jogos de computador antes de ir para a cama.

Em resumo, vale dizer que a adaptação escolar é algo sério. Quando superada, a criança entra em uma nova etapa de desenvolvimento. Se ela for acompanhada por pais trabalhando em sintonia, professores, psicólogos e médicos, esse caminho não será muito longo e conturbado.

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