As crianças e o divórcio: como o divórcio dos pais pode afetar as crianças? | FindMyKids Blog
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Como ajudar a criança a enfrentar o divórcio dos pais

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Quando um casal se divorcia, eles enfrentam muitos problemas sociais, econômicos e outros que até então não tinham ouvido falar. No entanto, o principal problema para os pais é como explicar aos seus filhos que não vão mais morar todos juntos. Eles precisarão encontrar uma maneira de minimizar as consequências do divórcio para o bem-estar psicológico da criança.

Neste artigo, você encontrará respostas para essas e muitas outras perguntas.

Conteúdos:

Um casamento deveria ser preservado por causa de uma criança?

Muitos casais se fazem essa pergunta quando seu relacionamento começa a demonstrar a falta de compreensão e amor mútuos, quando as brigas se tornam mais frequentes e o pensamento do divórcio começa a visitá-lo com mais frequência.

Alguns fazem uma escolha em favor da criança, pois não querem abalar seu estado psicológico e continuam vivendo juntos, porém não mais como parceiros. Outros decidem entrar com um divórcio e se sentem culpados por não terem garantido uma infância feliz para o filho, na qual a mãe e o pai se amam e cuidam da criança.

Queridos pais, lembrem-se de que manter um casamento só faz sentido quando os pais continuam tendo respeito mútuo e trabalham para resolver suas diferenças. Caso contrário, as intermináveis brigas e a vida em um ambiente de ódio e irritação vão deixar uma cicatriz profunda durante a fase do desenvolvimento mental da criança.

Normalmente, as crianças não lidam com tudo o que acontece entre os pais com facilidade. Elas certamente sentem que a mamãe e o papai não se amam mais e não querem ficar juntos.

Portanto, antes de responder a essa pergunta, pense se você e seu cônjuge conseguirão manter uma atmosfera de aceitação e respeito mútuo dentro da família ou pode ser melhor você se separar e viverem longe um do outro.

Qual é a percepção das crianças sobre o divórcio de seus pais?

Como as crianças lidam com o divórcio dos seus pais?

O que você sentiria caso uma pessoa que você ama tanto, de repente te deixa?

Lembre-se: os filhos não estão apenas passando pelo divórcio de sua mãe e pai, mas também, figurativamente, seu próprio divórcio de um dos pais e uma perda.

Os filhos não entendem que os relacionamentos familiares dependem não apenas do amor dos pais com os filhos, mas também do amor e respeito entre o casal. Eles se preocupam não apenas com o pai saindo de casa, em razão das brigas entre o casal, mas também pelo fato de que o filho não se considera valioso o suficiente para o pai, já que ele não foi suficiente para fazer o pai ficar.

Os adultos também conhecem esse sentimento quando, depois de nos separarmos de um ente querido, nos perguntamos: será que eu fiz algo errado, será que eu não fui suficiente para ele?

Aqui está o que uma criança cujos pais se divorciaram sente:

  • tristeza («Como estou triste sem o papai. Agora, ninguém brinca de dinossauro comigo e nem me leva no parque nos finais de semana»);
  • raiva do pai que, em sua cabeça, é o culpado pelo divórcio («É culpa da mamãe que o papai abandonou a gente, ela tava sempre gritando com ele»);
  • sentimento de culpa («Papai não mora mais aqui com a gente porque eu me comportei mal. Se eu me comportar bem, será que ele volta?»);
  • ressentimento («Eu achei que o papai me amava e que ia reconsiderar não fazer mais parte da minha vida»);
  • medo e ansiedade («Se a mamãe não ama mais o papai e colocou ele pra fora de casa, pode ser que talvez ela pare de me amar também e faça o mesmo comigo?»);
  • vergonha («O que eu vou dizer na escola quando me perguntarem sobre o meu agora que não moramos mais juntos?»).

A combinação dessas emoções destrutivas levará ao fato de que as crianças começam a se sentir pequenas, desamparadas e incapazes de mudar as circunstâncias.

A ausência de uma reação visível (a criança não chora, não quer ficar sozinha, permanece calma e equilibrada) não significa que ela não esteja sofrendo com o divórcio dos pais. Às vezes, isso significa que todos os sentimentos negativos e dolorosos ficam ocultos no fundo, e quanto mais tempo eles ficarem lá, mais difícil será para a criança lidar com eles.

Existe uma idade «melhor» da criança que seja melhor para os pais se separarem?

Muitos pais acreditam que a idade ideal na qual o filho lidará melhor com o divórcio é durante a adolescência. Nessa idade, a criança pode analisar as circunstâncias por conta própria e assumir uma postura parcial ficando ao lado de um dos pais.

De fato, não existe uma idade ideal para o filho, durante a qual o divórcio de seus pais não o afetará e não o privará da confiança em sua vida futura.

O divórcio dos pais é um evento difícil e doloroso para qualquer criança e crianças de diferentes idades vivenciam este acontecimento à sua própria maneira.

  • Crianças menores de três anos não entendem que o pai e a mãe estão se divorciando nessa idade, mas podem sentir isso captando o humor de seus pais e a tensão na família. Elas podem começar a fazer birra, chorar sem motivo, dormir ou comer mal. Uma regressão no desenvolvimento também pode começar a se manifestar com a criança «esquecendo» todas as habilidades adquiridas, como comer com uma colher ou usar o banheiro.
  • Dos 3 aos 6 anos de idade, as crianças são mais afetadas quando um dos pais deixa a família. Elas geralmente se culpam e pensam que o pai ou a mãe simplesmente deixaram de amá-los. As crianças geralmente se sentem tristes, buscam a solidão e choram. O comportamento agressivo também pode aparecer e pode ser manifestado em relação a um dos pais ou para os colegas.

Uma criança cujos pais estão na iminência de um divórcio pode ficar gravemente doente de uma hora para a outra para que fique cercada de amor e atenção de ambos. É assim que o mecanismo de proteção da psique da criança funciona, protegendo-a de mudanças indesejadas em sua vida.

  • Crianças de 6 a 13 anos, cujos pais são separados, muitas vezes escondem esse fato de amigos e professores e sentem vergonha de serem criadas em uma família que julgam ser «incompleta». Uma grande parcela dessas crianças apresenta um desempenho acadêmico reduzido, conflitos com colegas, raiva e ressentimento em relação aos pais devido aos problemas em sua família. As crianças podem começar a ser falsas, rudes e não obedecer os pedidos dos adultos.
  • No caso de adolescentes, o divórcio dos pais se sobrepõe à crise provocada pela própria adolescência. O filho já consegue entender as verdadeiras razões por trás do divórcio dos pais e ainda assim acolher um novo membro da família, padrasto ou madrasta, com hostilidade.

Como falar com uma criança sobre o divórcio?

  1. Leve em consideração a idade da criança. Os psicólogos não recomendam contar às crianças menores de três anos sobre o divórcio. Pode-se dizer a uma criança desta faixa etária que mamãe e papai não irão morar mais juntos, mas que, apesar disso, papai o ama e o verá regularmente. Os adolescentes podem perceber a situação complicada na família. Portanto, eles podem ser informados de que os pais não conseguem mais respeitar e entender um ao outro e que é melhor se separem.
  2. Escolha o momento correto para esta conversa, quando você e seu filho não estiverem com pressa e não tenham distrações. É melhor que ambos os pais participem da conversa.
  3. Não conte ao seu filho histórias sobre o pai ter viajado para o Polo Norte, para a Lua etc. Primeiro, porque a criança ainda, de forma inconsciente, sentirá que você está mentindo para ela, o que afetará negativamente a confiança que tem em você. Segundo, esse segredo certamente será revelado um dia e será duas vezes mais pior para a criança descobrir que seu pai o deixou e, ao mesmo tempo, que sua mãe mentiu sobre isso.
  4. Isso pode parecer absurdo, mas muitos pais, em momentos de raiva, começam a perguntar à criança: «Então, quem você ama mais? Com quem você vai ficar: mamãe e papai?» Não faça seu filho passar por esse trauma psicológico. A criança ama ambos os pais igualmente e já sofre ao descobrir que eles não vão mais viver juntos. E, nesse momento, o pai e a mãe os fazem enfrentar uma escolha ainda mais difícil e que deveria ser da responsabilidade dos pais, que são adultos. Não se deve criar um fardo ainda maior para uma criança já emocionalmente abalada e fragilizada.
  5. Não tente discutir com seu cônjuge durante esta conversa. Deixe todos os insultos e descontentamentos para depois. Neste momento, é importante informar a criança sobre o seu rompimento, para que não lhes cause um trauma psicológico pelo resto da vida.
  6. É desnecessário informar à criança que «o pai se apaixonou por outra mulher». Use frases simples e de fácil entendimento, explique que mãe e pai não viverão mais juntos e que agora terão vidas separadas, mas ambos ainda amam seus filhos, se importam e se preocupam com eles.
  7. Não use a palavra «divórcio» ao conversar com uma criança em idade pré-escolar ou com um aluno do ensino fundamental, pois eles nem sempre podem compreender corretamente seu significado.
  8. Esteja preparado para que a criança tenha muitas perguntas após saber do divórcio. Para eles, essa situação é nova e desconhecida e eles não sabem o que os espera no futuro.
  9. Juntamente com o cônjuge, mostre ao seu filho que não foi ele e nem suas ações que causaram o divórcio, eximindo-o de qualquer culpa. Explique que mamãe e papai ainda o ama e que sempre os irão cuidar dele, mesmo que não morem mais juntos.
  10. A reação da criança diante de um anúncio de divórcio pode variar: raiva, lágrimas, histeria ou, até mesmo, uma total ausência de reação. Reaja com calma, deixe a criança ficar sozinha ou demonstre seu carinho beijando e abraçando.
  11. Mesmo que você e seu cônjuge abordem o assunto do divórcio corretamente, a criança ainda sofrerá um trauma associado à sua separação. Sua tarefa é tornar essa experiência menos dolorosa e difícil para seu filho e minimizar os efeitos potencialmente traumáticos em sua psique.

Erros dos pais

Você informou seu filho que está se divorciando, que seu casamento terminou e que agora você e seu parceiro possuem uma outra vida de vocês. Neste momento, a maioria dos pais começa a cometer erros muito graves que afetam seus filhos.

Erros dos pais Frases típicas Reação da Criança
1. Afirmações negativas sobre o cônjuge «Seu pai é uma má pessoa, ele nos deixou. Ele nos trocou por outra mulher e outra criança». Um insulta pessoal para a criança
2. Usar a criança como um «Detetive» «Vai ver o seu pai, depois você me conta tudo que ele te contou e onde ele está morando». A criança aprende a manipular, mentir e esconder a verdade
3. Apontar a criança como culpada pelo casamento infeliz «Eu só casei com ele por sua causa!» A criança não se sente querida e se vê como a razão da separação dos pais
4. Fazer comparações entre a criança e o cônjuge de forma negativa «Você é exatamente como seu pai! Grosso, falso e mau». A criança se sente culpada por ser igual ao pai
5. Manipular a criança usando as visitas do seu pai «Se você tirar nota baixa, você vai ficar sem ver seu pai este fim de semana!» A criança aprende a manipular e fazer chantagem
6. Proibi-la de ver outros parentes «Como seu pai nos deixou, você também não vai mais ver os seus avós».  A criança aprende a romper os vínculos familiares
7. Substituir o pai pelo padrasto «Conheça o Pedro. Nós vamos todos morar juntos. Você pode chamá-lo de papai». A criança experimenta sentimentos de ódio e hostilidade em relação ao novo membro da família
8. Transferir suas preocupações e tentar controlar os sentimentos da criança «Você deveria parar de amar o seu pai. Ele nos deixou, o que significa que ele não ama nenhum de nós!» A criança se torna antissocial e vive em seu «próprio» mundo

Caros pais, não se esqueçam de que ao cometer estes erros, você destrói o mundo já frágil da criança, privando-a da oportunidade de enfrentar o divórcio sem traumas psicológicos mais graves.

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Neste momento tão difícil, envolva seu filho com cuidado, sem adotar um controle excessivo!
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Como ajudar seu filho a enfrentar o divórcio?

Primeira infância

Os pais devem se concentrar em manter o filho com sua rotina normal de sono, alimentação e passeios, além de estabelecer uma boa comunicação dentro da família. Em hipótese nenhuma você deve discutir na presença da criança, nem gritar um com o outro. Caso contrário, no futuro, a criança pode começar a manifestar alguns medos e distúrbios psicológicos.

Idade pré-escolar

Para ajudar a criança em idade pré-escolar a enfrentar o divórcio dos pais, cerque-a de amor, carinho e atenção. Também é importante manter a rotina habitual da criança, a comunicação com parentes e amigos, bem como as visitas aos avós. Durante esse período, tente incluir eventos mais alegres e interessantes para o seu filho, como idas ao circo, teatro, parque etc.

Dê ao seu filho a oportunidade de expressar seus sentimentos e preocupações em conversas ou através de desenhos e fantasias.

Idade escolar e adolescência

Ter um relacionamento mútuo de confiança tanto com a mãe como com o pai é muito importante para a criança nessa idade. Uma criança não deve ter medo de compartilhar seus pensamentos e sentimentos com você. Dê amor e apoio a eles, mas não tente controlar excessivamente a vida das crianças.

O que os psicólogos recomendam?

  • Tente manter o respeito que têm um pelo outro após o divórcio. Apesar do fato de que agora cada um tem sua própria vida, vocês terão um filho em comum para sempre. Faça o seu melhor para a felicidade e crescimento da criança!
  • Preste atenção às mudanças no comportamento do seu filho: problemas com sono e apetite, resfriados frequentes, queda no desempenho escolar, conflitos com colegas ou agressividade. Tudo isso sugere que seu filho está passando por um grande estresse. Se você não consegue lidar com a situação, não sabe o que fazer ou como ajudar seu filho, procure ajuda profissional de um psicólogo.
  • Discuta com antecedência os horários de visitas com seu ex-cônjuge e, se possível, organize passeios conjuntos. Tente não alterar os horários e a rotina diária da criança.
  • Os pais devem manter um estilo de criação semelhante. O que é permitido pela mãe não deve ser proibido pelo pai e vice-versa.
  • Tente não demonstrar uma agressividade para a criança, nem expor sua negatividade sobre ela. Se é difícil para você se divorciar, é duas vezes mais difícil para seu filho, porque o mundo dele entrou em colapso e agora precisa ser reconstruído. Essa é uma tarefa muito difícil para o bem-estar psicológico de uma criança.
  • Passe mais tempo livre com seu filho: faça caminhadas, brinquem juntos, visite lugares diferentes. Mas se eles quiserem ficar sozinhos, dê a uma criança essa oportunidade.
  • Não discuta seu ex-marido e com outras pessoas na presença de seu filho. Nem por telefone, nem pessoalmente.

Queridas mães! Após seu divórcio de seu marido, não faça torne a criação do seu filho o seu principal objetivo na vida. Sua vida continua. Converse com amigos, vá a teatros, cafés, faça novos amigos. Não impeça a criança de crescer e não a sufoque com um excesso de cuidados.

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Deixe de ser um pai helicóptero e ajude seu filho a crescer e se tornar uma pessoa saudável e equilibrada.
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O divórcio não é um acontecimento fácil para todos os membros da família, especialmente para a mãe. As mulheres, muitas vezes, precisam enfrentar diversos problemas por conta própria durante esse período. Mesmo sob o peso das responsabilidades e preocupações que caíram sobre você, tente não esquecer de que não está sozinha, mas que tem um filho, pais, amigos, conhecidos. Não hesite em pedir ajuda se achar que não consegue lidar com tudo de uma vez.

Um novo membro da família

Mamãe e papai se divorciaram e, após algum tempo, novas pessoas podem aparecer em suas vidas, pessoas com quem eles gostariam de formar uma nova família.

Como a criança reagirá a isso depende de quanto tempo se passou após o divórcio, mas também do comportamento de todos os envolvidos nessa situação.

Primeiramente, a entrada de um novo membro da família implica um estresse adicional para a criança. Portanto, quanto mais tempo se passa após o divórcio, mais fácil é a criança se acostumar com o padrasto ou a madrasta.

Abaixo estão alguns dos principais pontos que exigem uma atenção redobrada ao constituir uma nova família:

  • Lembre-se: a criança não pediu um novo pai ou nova mãe, esta é a sua escolha. Portanto, esteja preparado para enfrentar uma hostilidade de filho quanto ao seu companheiro. Dê tempo para que seu filho possa se acostumar a esta nova realidade.
  • Nunca peça ao seu filho para chamar o padrasto de «pai» ou se referir a ele assim. A criança já tem um pai e seu novo cônjuge não deve substituí-lo. É melhor se ele se tornar um amigo, um camarada mais velho. Com o tempo, a criança pode tomar essa decisão sozinha, mas isso não deve acontecer sob sua pressão.
  • É melhor que o novo membro da família entre em sua vida gradualmente e cerca de seis meses a um ano após o divórcio. Se isso for impossível devido a circunstâncias específicas (por exemplo, caso vocês se mudem para morar com o padrasto logo após o divórcio), conversem e cheguem a um acordo sobre seu envolvimento gradual no processo de criação da criança.

Impor exigências ao seu filho, bem como introduzir novas restrições ou proibições, também pode ser uma maneira de aumentar esta hostilidade e conduzir a uma atitude agressiva ou até mesmo surgir um ódio com relação ao novo companheiro da mãe, especialmente quando se trata de um adolescente. Tal situação pode fazer com que a criança fuja de casa,apresente mau comportamento e agrave seu relacionamento com sua família.

É impossível prever como o divórcio dos pais irá afetar a criança e qual seria seu resultado. A criança deve saber de que é capaz de viver neste novo mundo, onde mãe e pai não estão mais juntos, e ser feliz, mesmo sob tais circunstâncias.

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