Amor na adolescência: o primeiro relacionamento e o amor infantil. O que os pais devem fazer? | FindMyKids Blog
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Entrevista com um psicólgo

Amor na adolescência. O que os pais devem fazer?

A adolescência costuma ser o momento em que surgem os primeiros sentimentos amorosos. O que é o amor adolescente, como os pais devem agir e como você pode ajudar seu filho que está se apaixonando pela primeira vez? Leia mais sobre o tema neste artigo.

Conteúdos:

O primeiro amor na adolescência

A psicologia mostra que o primeiro amor costuma ser uma das recordações mais preciosas e que guarda um grande impacto na vida adulta. Sem generalizar, é possível dizer que é neste momento que se vivencia um sentimento mais inocente e sincero. O primeiro amor é o início de uma série de experiências e novas descobertas. É carregado de fortes emoções e, certamente, ficará guardado em um lugar especial no coração de cada um. A forma como adolescentes experimentam o primeiro amor pode ter um grande impacto em seu futuro.

Particularidades e nuances do primeiro amor

O relacionamento entre duas pessoas na adolescência é chamado pelos psicólogos de “pré-íntimo”. Por um lado, ele é caracterizado por uma sensibilidade forte a fatores externos e internos. Adolescentes tendem a esconder tais sentimentos dos outros, ao mesmo tempo em que sentem a necessidade de demonstrar suas emoções para o mundo. Por outro lado, no primeiro amor, há uma falta de intimidade somada a uma propensão a se sacrificar em nome do amor e, ao mesmo tempo, ser dominado pelo medo de perder a pessoa amada.

O primeiro amor de um adolescente é como uma curva de aprendizado de sentimentos que prepara aquela pessoa para um relacionamento mais maduro. Graças a ele, jovens têm a oportunidade de comparar suas ideias do que é o amor com a sua realidade, de enfrentar dificuldades e encontrar a sua maneira de resolver seus problemas.

Qual é a idade mais comum para o surgimento do primeiro amor?

Não há idade mínima para experimentar tais sentimentos. Os psicólogos já conhecem as habilidades das crianças em formar vínculos emocionais com seus pais, avós, irmãos e colegas. A criança pode experimentar seus primeiros sentimentos antes mesmo de ingressar na escola. No entanto, a atração por outro menino ou menina não é a mesma quando seu filho vivencia o seu primeiro amor. Esse tipo de sentimento costuma aparecer entre 12 e 18 anos.

Como estar apaixonado é diferente de uma relação de amizade?

O início da amizade pode ser confundida com o amor. No começo, costuma-se sentir euforia e encantamento. No entanto, a amizade se distingue do amor pela falta de paixão. De acordo com o psicólogo americano e criador da teoria dos três componentes do amor, Robert Sternberg, este sentimento é uma combinação de intimidade, compromisso e paixão. Uma forte amizade é composta pelos dois primeiros sentimentos, mas falta a paixão. É por isso que as relações de amizade são carregadas de emoções.

Tipos de primeiro amor

Existem alguns tipos de primeiro amor, que podem tanto resultar em um final feliz quanto no coração partido. É interessante conhecê-los, já que cada um dos tipos tem sentimentos e experiências características.

1. A primeira experimentação do que é o amor

Este é o tipo mais comum de primeiro amor. Ele pode ser breve, mas pode acontecer do adolescente carregar esse sentimento adiante, transformando-o em algo mais maduro. Todos nós conhecemos algumas pessoas que se apaixonaram durante a adolescência e mantiveram esse sentimento por alguns anos.

2. Primeiros sinais de um amor platônico

Este tipo costuma ser marcado por sentimentos intensos escondidos. Uma pessoa apaixonada que não admite que está amando e mantém seu sentimento em segredo, o que não significa que necessariamente terá um desfecho ruim. Em alguns casos, o próprio amor é suficiente para o adolescente, já que ele experimenta a leveza de estar apaixonado. Um exemplo comum de amor platônico é aquele sentido por uma celebridade, um ator ou cantor.

3. O amor não correspondido ou o término doloroso

Infelizmente, este é o tipo mais triste de primeiro amor: quando ele não é mútuo ou quando termina no coração partido do adolescente. No entanto, as consequências não costumam ser perigosas. Essa experiência costuma ensinar muito ao jovem e, alguns anos mais tarde, é relembrada com um sentimento de nostalgia.

Como perceber que um adolescente está apaixonado?

Se, por exemplo, seu filho costumava praticar esportes mas de uma hora pra outra seu interesse mudou. Quando sua filha adorava ir pra casa de praia da família e agora ela não quer mais. Isto te chama a atenção?

  1. Um adolescente apaixonado chega em casa com a cabeça nas nuvens, dizendo que não está com fome e costuma se trancar no quarto.
  2. Falam muito sobre sentimentos e sobre o futuro. Em alguns casos, começam a perguntar mais sobre a sua juventude, o seu primeiro amor etc.
  3. Passam muito tempo se arrumando no banheiro ou em frente ao espelho, experimentando roupas e visuais diferentes.
  4. Estão sempre pensando na pessoa amada.
  5. Eles passam muito tempo com uma única pessoa, sentem sua falta quando estão afastados e aguardam ansiosamente pelo próximo encontro. Para matar a saudade, estão sempre trocando mensagens e ligações.
  6. Sentem-se inseguros em relação à pessoa amada, as palmas da sua mão suam e eles se vêem com dificuldade de expressar o que sentem, mas querem chamar a atenção de qualquer maneira.
  7. A ideia de que é possível se apaixonar por alguém pode causar medo, raiva e tristeza em um adolescente.
  8. O adolescente costuma ser otimista, mas pode enfrentar grandes oscilações de humor que tornam a convivência difícil. Você nunca sabe como seu filho vai reagir a um comentário.

Mudanças nos hábitos, alterações súbitas nos seus interesses e rotina são comuns durante o primeiro amor. De acordo com as estatísticas, adolescentes apaixonados dedicam 90% da sua energia lutando contra seus sentimentos e emoções. Sendo um deles a incrível descoberta de que outra pessoa pode se tornar mais importante do que si próprio. Para entender como um adolescente está se sentindo, você precisa saber o que acontece em seu corpo quando ele inicia seu primeiro relacionamento.

Uma enorme descarga de hormônios explicam porque as emoções dos adolescentes ficam tão à flor da pele, como uma montanha-russa de sentimentos.

Quando jovens estão apaixonados, eles ainda não sabem muito bem como controlar os impulsos que recebem do seu cérebro. Nesta fase, o cérebro produz uma série de hormônios, como dopaminas (hormônio da felicidade), norepinefrina (hormônio que estimula a atenção), serotoninas (hormônio que controla o humor), vasopressinas e oxitocinas (chamado de hormônio do amor). Sob a influência desses hormônios, o adolescente procura passar todo seu tempo livre com a pessoa amada. Todas as outras coisas no mundo parecem insignificantes para ele.

Por mais excitante que esses primeiros sentimentos sejam, o cérebro do adolescente não sustenta essa euforia por muito tempo. Em média, o estado de romantismo varia entre três e seis meses. Após esse período, as emoções tendem a diminuir. Esta é uma das principais diferenças entre o amor adolescente e um sentimento mais maduro, que não é tão cheio de sonhos e inconstâncias, mas sim algo muito mais estável.

Como agir com um adolescente apaixonado

Digamos que você saiba que seu filho está apaixonado, mas ainda não sabe como agir. Não se preocupe, o primeiro amor não é o fim do mundo, basta você abordá-lo corretamente.

O que fazer? Dicas de psicólogos

1. Primeiro, é importante não subestimar o primeiro amor do seu filho, mesmo quando você acha que ele pode passar rápido.

O amor muda todo o mundo do adolescente e a pessoa amada se torna sua prioridade. Procure não interferir no relacionamento sem motivo. O que seu filho está enfrentando é o que ele precisa para aprender. Relembre a sua própria adolescência e o seu primeiro amor. Isso vai te ajudar a confiar no seu filho e respeitar mais os seus sentimentos.

2. Segundo, você precisa estar atento ao seu filho, observando seu desenvolvimento e bem-estar, mas sem ficar cobrando saber sempre onde está e o que está fazendo.

Basta pensar o seguinte, do que você tem medo? De que seu filho faça besteiras e sofra, como você mesmo sofreu anos atrás? Neste caso, é importante manter uma boa relação com seu filho e lembrá-lo do seguinte:

  • ele é uma pessoa importante e especial e é por isso que todos ao seu redor o amam;
  • o amor não deve ser um fator que faça alguém mudar totalmente seu comportamento para se adequar aos desejos do outro;
  • amar não significa passar o tempo inteiro pensando no outro. Por isso, seu filho não precisa deixar de fazer as coisas que gosta, como praticar esportes e outros hobbies.

3. Terceiro, você deve se comportar de forma inteligente, sem sufocar o seu filho com perguntas.

Nem sempre o primeiro amor significará relações sexuais, mas pode acontecer. Sem entrar no assunto de romance e sexualidade, converse com seu filho sobre o que é aceitável de acordo com a sua idade e o que seria precipitado. Compartilhe a sua experiência. Isso pode ajudar seu filho a evitar problemas futuros.

4. Quarto, não esqueça da importância da confiança.

Se o seu filho te contou sobre seus sentimentos amorosos, esta é uma prova incrível de sua confiança. Não é fácil conversar sobre este assunto e, caso ele tenha essa abertura com você, isso significa que você é realmente importante para seu filho e que ele espera poder contar com você. Seja merecedor dessa confiança. Mantenha o que seu filho te conta em segredo, não espalhe para a família, ainda que você ache que não tem problema algum em contar.

Caso, por exemplo, você queira falar para o seu filho convidar a namorada para um jantar, pense bem. Ele pode achar que você está tentando invadir sua privacidade e se retrair. Não apresse as coisas, espere que ele tenha a iniciativa. Use a confiança que ele tem em você da forma e no tempo certo.

Caso um adolescente não converse com você sobre seus sentimentos e você acabe descobrindo sem querer, isso pode ser apenas resultado de timidez ou insegurança. Não se preocupe se ele não te contar tudo o que sente. Tente observar pela perspectiva do seu filho para entender os seus motivos.

Um relacionamento romântico de um adolescente é uma das etapas de desenvolvimento da autonomia. Neste momento, o jovem começa a compreender suas forças e fraquezas, vive novas experiências e procura testar os seus limites. Este desejo geralmente afasta o adolescente do âmbito familiar e de sua rotina usual. Mesmo que você acredite que seu filho está perdendo muito sem a sua presença na vida dele, aborde o assunto sem julgamentos prontos.

Algumas dicas extras:

  1. Mostre para o seu filho que você está ali pra ele mesmo quando não estiver fisicamente presente. Observe, faça perguntas. Se ele responder, escute-o sem fazer julgamentos e comentários e sem tentar tirar outras informações que eles não estejam prontos para compartilhar. Perguntas como “quem?”, “o quê?” e “por quê?” provocam reações negativas em adolescentes, mesmo quando vocês mantêm uma boa relação.
  2. Tente não criticar. Adolescentes são sensíveis a críticas e mesmo julgamentos leves podem ser mal compreendidos.
  3. Intervenha apenas quando necessário. Você certamente deve se preocupar caso a situação coloque a segurança do seu filho em risco. Procure ser honesto com ele a respeito das suas preocupações antes de tomar uma atitude. Neste momento, use a razão e deixe de lado a emoção ou há grandes chances do seu filho não querer te escutar.

O que dizer e como se comunicar com seu filho?

“Minha filha está com 13 anos e se tornou bastante antissocial. Ela perdeu o interesse em tudo, está sem apetite, seu rendimento acadêmico piorou. Eu tenho observado que ela está sempre falando com um colega de turma e vive trancada no quarto. Eu acho que esse menino está influenciando negativamente o comportamento dela. Quando eu tento conversar e pergunto o que está acontecendo, ela sempre diz “nada”.” Este é o relato de Maria, mãe da Mariana.

A resposta de um psicólogo: Sua filha não está mentindo pra você. Ela deve estar se apaixonando pela primeira vez e pode não compreender ainda os próprios sentimentos. É por isso que é tão difícil pra ela conversar a respeito. Algumas sugestões são:

  • deixe que sua filha se acostume com a situação, tendo em mente que isto é algo natural. No entanto, deixe claro pra ela que você está disponível caso ela queira conversar;
  • julgamentos do tipo “onde você tava?”, “por que você demorou tanto pra chegar em casa?” vão apenas despertar reações agressivas em uma adolescente da idade dela. Experimente falar sobre os seus próprios sentimentos: “eu fico preocupada que você não esteja compartilhando seus problemas comigo” ou “fico chateada que você esteja me evitando”. Talvez esse seja um caminho para fazer sua filha se abrir com você;
  • não interrompa a sua filha quando ela estiver falando. Ao fazer isso, você deixa claro que leva o que ela sente a sério. Portanto, evite comentários e não pareça surpresa;
  • experimente conversar em outro lugar. Os pais costumam conversar na sala, com a TV ligada. Que tal levar a sua filha pra dar uma volta? Talvez em um outro ambiente neutro, ela se sinta mais à vontade para se abrir com você;
  • caso essas dicas não funcionem, tente buscar um psicólogo. O silêncio e isolamento por um longo tempo pode ser sinal de depressão.

Após alguns dias, Maria levou a filha pra dar uma volta na praia e conversaram:

— Mariana, você não está mais compartilhando as coisas comigo. Aconteceu alguma coisa? Eu me preocupo com você.

— Nada demais.

— Eu passei um período bem difícil na sua idade.

— Por quê?

— Eu comecei a amadurecer. Eu tive problemas com a minha pele, ficava preocupada com isso e acabava matando aula. Eu me achava a menina mais feia da escola.

— Sério? 

— Sim. Mas depois de um tempo tudo mudou.

— Como? 

— Uma amiga da sua avó, que era nutricionista, me ajudou. Eu mudei a minha alimentação e a minha pele melhorou bastante. Foi aí que eu comecei a me sentir muito melhor comigo mesma e acabei começando a gostar de um menino da minha turma. 

— E ele também gostava de você? 

— Infelizmente não. Eu lembro desse menino até hoje. Ele usava umas roupas descoladas e era super popular na escola.

— Na minha turma também tem um menino assim… e eu meio que gosto dele… 

A confiança entre mãe e filha foi preservada, permitindo que elas conseguissem resolver os seus problemas juntas.

O que fazer quando o amor afeta a saúde ou o rendimento escolar do seu filho?

É óbvio que você deve estar atento a sinais de mudança no comportamento do seu filho adolescente, como uma queda de rendimento escolar, problemas de concentração, insônia. Mas se você está incomodado com as notas do seu filho, saiba que ele não vai se afetar por comentários como “e você acha que seus amigos também não estão estudando?”. Seu filho precisa entender que é responsável pelo seu estudo e pela sua saúde, que são influenciados pela rotina de sono, alimentação e atividade física. O futuro e o bem-estar do seu filho depende dele, em primeiro lugar.

Como ajudar seu filho quando ele não é correspondido no amor?

“Meu filho de 16 anos está sofrendo muito desde que a namorada terminou com ele. Eles namoraram por um ano, ele escrevia poesias pra ela, dava flores, ia torcer nas competições de vôlei da menina. Um dia, ele começou a ficar triste e dizer que não queria mais fazer nada. O motivo era que tinham terminado. Meu filho está arrasado e eu não sei como ajudar” – Relato de Lúcia, mãe de Pedro.

Dicas de um especialista:

O primeiro amor pode não ser um dos mais felizes. Infelizmente, muitos terminam em um coração partido. Frustrações e términos são difíceis para um adolescente. Portanto, ele deve estar sempre cercado de pessoas que o amam.

  1. Lembre-se que seu filho tem direito a ter seus próprios sentimentos. Trate-o com paciência e seja compreensivo. Evite sufocá-lo oferecendo um apoio excessivo, o que pode ser cansativo.
  2. Não subestime os problemas dos seus filhos. Não diga “vai passar, você vai se apaixonar novamente”. Este conselho ensina o jovem a tratar os relacionamentos de forma casual e superficial.
  3. Não critique o comportamento do seu filho quando considerar errado. Pelo contrário, se o seu filho telefonar para a ex-namorada, pergunte se ela atendeu, mesmo que você ache que ele não deve correr atrás dela.
  4. Tente conversar, mesmo que seja difícil. Não critique nem brigue quando ele se comportar mal. Guarde suas opiniões, pois um adolescente trata as críticas como uma forma de ataque pessoal.
  5. Respeite quando seu filho quiser ficar sozinho, mas não abandone-o. Encoraje ele a ficar entre amigos. Crie situações para mostrar a ele como é querido. Convide-o para fazer uma viagem, ir ao cinema ou fazer um lanche. Considere uma atividade que possam fazer juntos e que seja agradável para ambos.

Um término ruim do seu primeiro amor é um teste importante e uma lição valiosa no caminho para se tornar um adulto. Isto significa que seu filho deve aprender a lidar com o coração partido e ficar mais esperto quanto ao comportamento daqueles ao seu redor.

O que você realmente não deve fazer? Os erros dos pais

Alguns problemas na relação pais e filhos devem ser evitados. Reunimos alguns dos papéis mais comuns assumidos pelos pais:

O papel de policial

Este é o pai que tenta controlar totalmente a situação. Ele adota uma postura de espião, proíbe saídas, aplica castigos e tenta manter a ordem.

O papel de médico

São os pais que comparam o amor a uma doença na qual você é infectado. Para se recuperar dela, é preciso cuidar da saúde e ter força. Eles dizem “Você vai ver, vai sair dessa. Todo mundo passa por isso. Você não é o primeiro e nem será o último”.

O papel de produtor

Alguns pais tratam a vida amorosa dos filhos como se fosse uma novela. Eles “assistem” como se os filhos fossem personagens e vibram com os sucessos, ficam tristes com as decepções, choram e riem. Eles tratam a situação como se fosse uma ficção e esperam pelo momento que seu filho vai cair em si e voltar para a realidade. Mas que realidade? A dos pais, claro.

O papel de vítima

Os pais enxergam a vida amorosa dos filhos como se fosse sua própria dor, considerando que o jovem estar se apaixonando é um sinal de ingratidão. Eles pensam “nosso amor não foi suficiente e ele foi buscar em outro lugar” ou “lamento que você não ame mais seus pais”.

O papel de moralista

A noção de amor é confundida com as relações sexuais, o que ainda é um tabu para muitos pais durante a adolescência. Eles acabam adotando uma falsa moralidade na qual o sexo é normal para alguns, mas é inaceitável para seus filhos. Quantos pais já não criaram um distanciamento muito grande em relação aos filhos por adotar essa postura?

O amor na adolescência deve ser entendido como ele é, não como os pais querem vê-lo. Este é um momento especial que o adolescente deve experimentar pessoalmente e do seu jeito. A forma de amar do seu filho é diferente da sua. Você pode achar que a sua visão de amor é mais prática e correta, mas isso não significa nada.

Conversar com um adolescente apaixonado não é uma tarefa simples. Ele pode ter dificuldade de observar o mundo além do seu relacionamento. Seu humor oscila entre a alegria e a tristeza, conforme seu coração. Experimentar o primeiro amor dessa maneira é comum em jovens, mas não costuma ser compreendido pelos adultos. Sim, isso pode ser imaturo e inconsequente, mas as emoções que seu filho sente são reais. Quando um adolescente aprende a lidar com seus sentimentos, será mais fácil construir um relacionamento forte no futuro.

Caros pais, resumindo, nossa tarefa é ajudar os filhos a desenvolver sua sensibilidade, delicadeza e sabedoria. Ao demonstrar tais qualidades a eles, criamos as bases para o futuro dos nossos filhos.

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