Crianças e racismo ❌ : descubra por que é importante discutir o racismo com as crianças | FindMyKids Blog
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Entrevista com um psicólgo

Como conversar sobre o racismo com seus filhos

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O que dizer sobre um tópico como racismo para as crianças quando, em tantos lugares do mundo, a brutalidade policial está aumentando, a divisão racial ficando mais pronunciada e, de alguma forma, o fascismo parece estar voltando? O tema não é fácil de abordar. Não é fácil apontar e dizer com certeza: “isso daqui é o problema”.

Isso é aquilo a que chamamos de um problema sistêmico. As pessoas não chegam a um acordo sobre coisa que seja. Mesmo as situações que parecem mais óbvias acabam indo parar em uma área cinza onde as discussões começam.

Assim, como abordamos o tema do racismo com nossos filhos? O que podemos dizer a eles? Como fazer isso, e quando?

Os casos famosos nos EUA, como o de George Floyd, são exemplos recentes do efeito que o racismo tem sobre negros e outras minorias étnicas ou raciais.

Mas e se isso for demais para contar aos seus filhos? E se eles acharem isso terrível?

Os adultos também estão com medo. Mas o problema é o seguinte: as questões relacionadas ao racismo não vão sumir se nós, como pais, permitirmos que nossos filhos cresçam sem saber ou se importar com este tema. Precisamos ter confiança em nossos princípios e em nossos filhos.

E é simplesmente fato: dá para discutir raça e racismo com crianças sem que isso cause choque, medo ou tristeza.

Conteúdos:

Que idade a criança deve ter para podermos discutir o racismo com ela?

Como diz o Dr. Aisha White, “as crianças nunca são novas demais para serem expostas à diversidade”. Ela é diretora do programa P.R.I.D.E. no Escritório de Desenvolvimento da Criança, na Universidade de Pittsburgh. De acordo com pesquisas, as crianças já reconhecem diferenças na cor da pele até aos três meses de idade. Elas reconhecem as pessoas que são diferentes de quem toma conta delas.

Com cerca de dois anos e meio, as crianças já são capazes de desenvolver e observar vieses raciais. Ao chegar aos 4 ou 5 anos de idade, elas começam a imitar e exibir os óbvios vieses raciais e étnicos aprendidos das pessoas a seu redor. Ao exibir este viés, as crianças brancas ou de cor começam a sentir o racismo em si mesmas quando ainda são jovens demais para saber como reagir a isso.

Como as crianças aprendem vieses racistas?

Como já mencionamos, as crianças aprendem os vieses raciais das pessoas que cuidam delas – geralmente, os pais – e de seus professores. Elas aprendem através da imitação, o que não é muito bom, quando consideramos que elas não têm o menor senso crítico. O processo de se tornar enviesado é como aprender um novo idioma.

Vejamos de acordo com cada idade:

  • aos seis meses de idade, o cérebro consegue notar diferenças baseadas em raça, especialmente as visuais (pele);
  • de 2 a 4 anos, as crianças começam a internalizar aquilo que veem ao redor de si, incluindo vieses raciais exibidos pelos adultos próximos e por professores;
  • quando chegam aos 12 anos, as percepções e sentimentos começam a se tornar definidos. Depois dessa altura, isso tende a não mais mudar.
Com esta linha do tempo, vê-se que os pais têm essa primeira década para explicar no que consiste a diversidade, desencorajando o preconceito ou viés racial.

A conversa sobre esses problemas pode deixar as crianças mais ansiosas?

Isso não precisa deixar as crianças ansiosas, se você conduzir a conversa do jeito certo. O essencial é reconfortar a criança e não deixar que ela se sinta ansiosa ou assustada. Nos parágrafos a seguir, exploramos alguns jeitos de conversar com seus filhos sobre o racismo sistêmico sem causar alarme ou estresse desnecessário.

Como conversar com seu filho sobre racismo

Para ter uma boa noção de como passar esta década onde é preciso ensinar a criança a pensar sobre o que são raças e o que é o racismo, temos um breve guia baseado nas diferentes idades que o ajuda a saber quando falar com a criança.

Proteja seu filho de perigos e preconceitos e certifique-se de que ele não seja ofendido quando você não estiver por perto! Fique sempre sabendo onde seu filho está e entre em contato com rapidez caso necessário. Escute o que acontece no seu ambiente – isso tudo com o app Find My Kids.

Até os 4 anos de idade

Quando a criança é tão pequena assim, não é possível para ela colocar as informações sobre o racismo em contexto. A informação é absorvida de diferentes jeitos, mas as visões da criança são alteradas especialmente por aquilo que ela vê. Por este motivo, é importante protegê-la das notícias ou conversas sobre raça mais assustadoras, bem como de imagens com potencial de gerar medo.

É importante que, sempre que você converse com seu filho sobre alguma coisa, ele possa ver que você está calmo. Assim ele se sentirá tranquilo e seguro. Tenha conversas que falam dos benefícios da diversidade e da inclusividade e explicam os efeitos do preconceito – mas tudo da forma mais simples possível.

Ensine a criança que é errado tratar os outros de forma injusta; que isso machuca.

5 aos 10 anos

Com essa idade, a criança já está consciente de que as pessoas não se parecem todas umas com as outras e que algumas são tratadas de forma injusta. A criança deve entender por que essas pessoas são tratadas diferentemente tantas vezes. Ela não só fará perguntas, mas também procurará entender por que não acabam com isso.

Explicar o “porquê” é o primeiro passo. Isso deixa a criança menos inquieta ou confusa. Mesmo que ela possa não ter as palavras para explicar como se sente, ela possivelmente demonstrará o que sente em seu comportamento.

Evite mentir ou se esquivar das perguntas. Dê respostas específicas, dizendo exatamente por que as pessoas de cor e outras minorias são tratadas diferentemente – mas sem ser alarmista.

Dos 11 adiante

Crianças de mais de 11 anos de idade ou adolescentes tendem a passar muito tempo na escola, longe de figuras de autoridade. Mesmo que você tenha estabelecido uma boa base de princípios, é importante sempre verificar se estes estão sendo lembrados pela criança. Afinal, o mundo de hoje é cheio de teorias da conspiração e desinformação, e é fácil se desviar do caminho certo.

Pergunte ao seu filho como vão as coisas e leve a conversa mais adiante. No entanto, nessa altura, você não deve estar dizendo à criança o que pensar. Você está é ajudando a entender as nuances. O pensamento da criança já toma iniciativa, e é importante deixar que isso ocorra.

A forma pela qual a criança demonstra sentir medo, raiva ou tristeza tende a ser exacerbada, e é importante deixar que ela articule o que está sentindo.

Ainda que você não necessariamente concorde com aquilo que a criança está pensando ou sentindo, isso não invalida o sentimento dela. Não deixe de escutar o que ela tem a dizer antes de orientar sobre como se deve tratar os outros.

O problema de ser privilegiado e branco é que isso pode facilmente criar sentimentos de culpa ou de cinismo, especialmente nessa idade. A sua presença pode ser importante para orientar a criança nessa fase complicada.

O essencial aqui é não deixar de ter um relacionamento com a criança, de forma que ela possa lhe dizer o que está sentindo sem ter medo.

Seja a inspiração dela.

Como ajudar seu filho a entender melhor

Você pode fazer algumas coisas para se certificar de que a comunicação entre vocês sobre assuntos raciais seja efetiva. Há seis passos ou princípios que se deve manter em mente ao discutir a justiça social e o racismo:

  • seja factual;
  • compartilhe os seus sentimentos;
  • ofereça contexto para cada evento que você for discutir;
  • deixe a criança falar;
  • ajude a criança a aumentar sua empatia e estimule o pensamento antirracista;
  • explique o que ela pode fazer para melhorar as coisas.

Educando uma geração para ser melhor do que nós

Ao ter essas conversas sobre diferença raciais, não deixe de preservar a esperança da criança. Por mais que tudo pareça desanimador, sempre há uma luz no fim do túnel desse mundo de relações com base na raça. A criança precisa aprender que mudar o mundo pode ser algo simples: basta começar a com a pessoa ao seu lado.

Só é preciso ter mais amor, mais inteligência, uma boa educação e a vontade de defender com ânimo a todos que sofrem de injustiça – e, ao mesmo tempo, sempre manter um alto nível de compreensão.

Por mais que não seja possível apagar os 400 anos de uma história negra e desanimadora envolvendo o racismo, podemos começar a educar uma nova geração que será melhor do que nós. Podemos criar uma geração de jovens que serão pessoas caridosas e poderosas, uma paixão por promover uma justiça que não se baseia na cor da pele.

Pode ser que quem nos educou, ou o próprio sistema em que vivemos, tenha fracassado, mas podemos nos elevar além do momento presente. Podemos começar a mudança nos nossos próprios lares, com nossos filhos, e ver as consequências disso se alastrarem até que o racismo deixe de ser esse problema sistêmico que arruína as vidas de tantas pessoas.

O mundo pode ser curado através da nossa humanidade. Pode virar um lugar mais seguro e mais cheio de bondade.

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